Inspector da Polícia Nacional em Benguela agride gestor de uma empresa dentro do estabelecimento
Sílvio de Castro Dias dos Santos, de 44 anos de idade, funcionário da empresa Misand há mais de 22 anos, foi agredido fisicamente, no interior do seu estabelecimento, defronte os filhos, pelo Inspector da Polícia Nacional, Leonardo Cumuissa Gonçalves, mais conhecido por comandante "Leu", afecto à primeira esquadra naquela província.
Por: Kihunga Bessa
Em declarações ao NA MIRA DO CRIME, Sílvio conta que viveu um calvário durante 45 minutos. Tudo aconteceu por volta das 10 horas do dia 18 do mês em curso, quando o mesmo se encontrava no seu local de serviço, fora do estabelecimento, a engraxar os sapatos.
"Enquanto eu engraxava os calçados, apreciava uma manifestação que ai acontecia com o meu telefone nas mãos, mas, minutos depois, surgiu uma viatura da Polícia, onde se encontrava o comandante "Leu" e, com os seus efectivos, corriam atrás das vendedoras ambulantes e, nalguns casos, apropriavam-se dos produtos que elas abandonavam.
Ciente do que estava a fazer, disse a vítima, Leu sentiu-se desconfortável ao notar que Sílvio estava com o telefone nas mãos. "Pensou que talvez eu estivesse a filmá-lo", supõe, realçando que, de repente, dirigiu-se até a ele, exigindo que lhe fosse entregue o telefone.
A vítima, sem saber as razões da apreensão do seu aparelho, negou categoricamente e entrou no seu estabelecimento para tentar evitar a troca de mimos. "Mas, mesmo assim, seguiu-me dentro da loja, onde começou a me maltratar com ofensas corporais mesmo na presença da minha mulher e os filhos, dentre outros funcionários", revelou.
Ao tentar reagir, foi alegadamente asfixiado com joelho no pescoço por aquele Inspector, até que apareceu um agente que clamou para que soltasse o comerciante.
Conta ainda que tendo escapado das garras do oficial, foi directamente até ao SIC de Benguela que já domina a situação.
Sílvio explica ainda que relativamente ao caso, a Polícia Nacional em Benguela lançou um comunicado no domingo, 20, para limpar o seu nome incriminando a vítima, que clama por justiça dos órgãos afins.







