Psicólogo e Docente Universitário: Emanuel Capita, mostra desagrado nas suas páginas das Redes Sociais
Psicólogo e Docente Universitário, Emanuel Capita, mostra desagrado nas suas páginas das Redes Sociais, contra alguns procedimentos levados em conta a quando da execução e defesa de trabalhos de fim de curso dos estudantes finalistas de Psicologia, em algumas universidades em Luanda, como damos a ver no texto abaixo:
Um desagrado que magoa!
Por favor, senhores responsáveis académicos (cujos níveis se observem), não permitam que os docentes (não especialistas) corrijam trabalhos científicos que não são de sua especialidade e, mais, que se lhes desfavoreça.
Não os permitam que sentem em bancas e maltratem estudantes que sabem do que estudaram, obrigando-os a buscarem argumentos impossíveis para agradar especialistas que, para especialidade do momento, são destoados!
Escrevo porque vi (vejo) em algumas universidades que, para o curso de Psicologia, qualquer outro especialista pode estar a banca e “maltratar” o estudante que se predispõe à defesa. Por favor, parem com isso!
O Professor de Direito pode estar na Banca de Psicologia;
O Professor de Relações Internacionais pode estar na Banca de Psicologia;
O Professor de Inglês pode estar na Banca de Psicologia; e, ou,
Qualquer um pode!?
E o Professor de Psicologia não pode estar em Banca diferente da sua especialidade. Vê só!!!
Não que seja um mal de todo. Percebam!
Se tiver ainda algum saber epistémico, técnico, experimental e, ou, investigativo comprovados na área, admite-se; em parte!
Agora, estar só por estar?!
Isso vale?!
Quantos estudantes não sofrem porque o avaliador é alguém que não está dentro da arte?!
Quantos!?
Sejamos sinceros.
Quantos bons estudantes não tiveram boa nota na defesa, porque tanto o arguente como o Presidente da Banca nada entendem da sua linha de pesquisa, tema ou área?
Por favor, sejamos mesmo sinceros.
Mas, como somos simples professores e não devemos relutar, se não no próximo ano não nos vão dar tempos para leccionar e perdemos a “micha”, a táctica é a de nos calarmos (nós docentes) e seguirmos em frente!
E na turma, com os estudantes, somos os tais…
Os sabedores!
Epah!!!
Lembrei-me que, em uma banca de uma aluna que falava de Psicologia Organizacional e do Trabalho cujo tema não manifesto, o arguente à banca ter ousado dizer que não entendia nada daquilo e que a maior parte das teorias que ali estavam eram de gestão.
Meu Deus!!!
E apegaram-se a isso para “maltratarem” a estudante.
Foi o fim da linha!!!
Como Orientador “enguli o cuspe e orei em mim mesmo”.
“A Psicologia Organizacional e do Trabalho é a engenharia da Gestão de RH.” Ou seja, é impossível falar-se desta especialidade sem que a gestão não seja “confundida” em sua análise. As teorias se assemelham e, tirando a técnica Psicoterápica, um Psicólogo das Organizações e do Trabalho é um Gestor de RH, por excelência. Confiram os anúncios de emprego nesta área, só para experimentar, por favor!
Que a realidade mude!
Que sejamos menos prepotentes!
Que aprendamos mais com os nossos estudantes!
Desculpem qualquer desconforto criado!
Deus nos ama.
Por, Psicólogo, Emanuel Capita (MsC).
Até onde o nosso jornal sabe, Emanuel Capita é Licenciado em Psicologia e Mestre em Administração Educacional.
