Huíla: Polícia detém mais 23 elementos envolvidos nos tumultos e vandalização de bens na ex-praça do João de Almeida
O Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla procedeu na noite do dia 18 e madrugada de sexta-feira, 19 do mês em curso, à detenção de mais 23 cidadãos envolvidos na vandalização da cabine do CISP na ex-praça localizada no bairro Bula Matady, vulgarmente conhecido por João de Almeida, ao Lubango, ocorrido no passado 17 de Janeiro de 2024.
Por: Na Mira do Crime
De acordo com dados avançados pelo porta-voz da corporação, Inspector Benedito Walter, durante declarações aos órgãos de comunicação, as buscas continuam no sentido capturar todos os envolvidos na vandalização da cabine do CISP, motorizada da Polícia e vidro de uma das portas do hospital municipal do Lubango (Olga Chaves).
"Não existem justificativos para uma minoria de jovens danificarem bens que servem toda uma comunidade! Estes devem ser rigorosamente punidos" disse Benedito Walter.
Na quarta-feira (17), viveu-se uma situação considerada muito lamentável, não só do ponto de vista de segurança pública, mas também social, num momento em que as forças da ordem procediam a um trabalho devidamente orientado, para a retirada dos vendedores do mercado João de Almeida para o novo mercado do Yuna Ngombe.
O porta-voz adiantou que o trabalho estava a correr muito bem e os vendedores estavam a sair de forma espontânea, sem resistir, até que um grupo de indivíduos decidiu insurgir-se contra as forças policiais.
Nessa altura, as forças no terreno tomaram as devidas medidas e foram fazendo disparos preventivos, não letais. Entretanto, dada a dimensão da população presente, os agentes policiais, preferiram fazer um recuo para não usar armas de guerra, evitando causar prejuízos maiores.
Foi quando um grupo de cidadãos decidiu atacar os meios da polícia e bens da comunidade, destruindo uma cabine do CISP que estava naquela zona para garantir a segurança das pessoas, também destruíram uma motorizada policial e causaram ferimentos aos agentes.
Felizmente, informou, “também estávamos preparados para aquilo que estava a acontecer, conseguimos inclusive captar as imagens dos indivíduos e hoje pela madrugada foram já detidos, vão ser remetidos ao Ministério Público e esperamos que vão a julgamento e sejam exemplarmente punidos”.
Para o oficial, “temos que entender que não se ataca bens do Estado que servem para a segurança pública porque isto não coloca em causa apenas a polícia, mas toda a comunidade”, acrescentando que “aquela infraestrutura estava ali para garantir a segurança do cidadão e infelizmente, por causa da sua destruição, vamos estar limitados, mas não deixaremos de fazer o nosso trabalho”, garantiu.
Neste momento estão detidos cerca de 13 elementos, mas há mais cidadãos que estiveram directa ou indiretamente envolvidos. “O trabalho de pesquisa continua e vamos também procurar aqueles que promoveram este tumulto, porque temos de deixar uma mensagem clara: não se põe em causa a segurança pública por emoções ou questões subjectivas, se tiverem alguma reclamação, existem meios próprios para o fazer, aquilo que aconteceu ontem é inadmissível e nós vamos agir na dimensão do problema que foi causado”, avisou.
O Inspector Benedito Walter garante que a ordem é legítima e a polícia não abusou da força. “Quem acompanhou o trabalho viu que não houve violência neste processo, apenas aconteceu quando um grupo insurgiu-se contra a polícia, a ordem da Administração é que ninguém venda naquele local, é ordem de Estado e estamos aqui para fazer cumprir da melhor maneira possível, fizemos um planeamento e a ideia era fazer uma transição pacífica, infelizmente aconteceu o que aconteceu, e o mercado está desativado”.
Recorde-se que a Administração municipal do Lubango iniciou na última segunda-feira (15), a transferência dos vendedores para uma outra zona da cidade no âmbito de um novo plano urbanístico.











