"Funeral" - O marginal que ‘brinca’ com as barbas da polícia no bairro Pantanal em Viana
Um marginal conhecido por Funeral está a ser apontado como principal autor de vários assaltos que ocorrem, de forma consecutiva, no condomínio Hortência, habitado também por polícias, no bairro Belo Horizonte, município de Viana.
Por: Kiamukula Kanuma
Segundo fontes deste Jornal, no referido condomínio habita também o Comandante da esquadra do Pantanal, que não esconde o seu desapontamento com as acções de Funeral.
Mais do que desapontamento, está a necessidade de se travar essa onda de assaltos pelas autoridades afins, o que ainda não está a acontecer, porque, segundo os populares, os marginais fazem-se passar por moto-taxistas.
Nos últimos dias, Funeral, que actua preferencialmente com um comparsa, realizou sequencialmente assaltos dentro e fora do condomínio.
Com a polícia a ser tida como letárgica, os moradores contactaram este Jornal, para manifestar o seu desapontamento ante a ousadia do marginal e comparsa que, a bordo de uma motorizada de marca Ling Ken de cor preta, munidos de uma pistola e uma AKM de cano serrado, protagonizam assaltos aos transeuntes e moradores, à luz do dia, com maior frequência das 07 às 09 horas.
Tina dos Santos (moradora) disse que ainda não foi vítima de assaltos do Funeral, mas já se deparou com ele, quando perseguia um casal que batia no portão do Salão Tinona.
"Quando abri o salão, fomos surpreendidos por uma motorizada que apareceu do nada; o bandido desceu e quando sacou a arma, uma moça chamou-o por Funeral e, assustado, subiu na motorizada e partiu sem levar nada", relata.
Contrariamente a Tina, Isabel Mateus disse que foi assaltada duas vezes na sua rua.
"Das 17 às 21 horas, eles recebem dinheiro e telefones", descreveu, acrescentando que também presenciou um assalto ao lado do portão da sua casa às 19 horas do dia 29 de Janeiro.
"Coloquei-me aos gritos e o bandido fugiu", disse. Pedro Daniel, moto-taxista, disse que exerce a sua actividade há cinco anos, na rua da Shoprite ao Pantanal.
"Aqui, os assaltos acontecem diariamente, até, às vezes, preferimos deixar os nossos telefones em casa", contou, tendo descrito que o bandido mais temido é o Funeral, "um mulato que anda com um comparsa escurinho".
"Esses têm feito tiros, andam armados com pistola e AKM, colocam máscaras faciais ou capuchinho", realçou, lembrando que no ano passado mataram um moto-taxista que resistiu a um assalto.
Veloso atrás do prejuízo
O comandante Veloso, da Polícia Nacional, que atende pela jurisdição da zona do Pantanal, assegurou que tem o domínio da situação: são indivíduos identificados, mas prófugos.
"Neste momento, nós estamos a viver uma escalada de assaltos com recurso a motorizadas. Eu sou um dos moradores do local onde ocorrem mais crimes, resido no Condomínio Hortência; temos feito o patrulhamento na zona, só que, eles fazem-se passar por moto-taxistas e fica difícil distinguir quem é o bandido", justificou.











