Ponte Amarela na Vila de Viana transformada em palco de assaltos e cidadãos clamam pelo retorno da esquadra móvel
Na Ponte Amarela, na Vila de Viana, vários cidadãos têm sido vítima de assaltos frequentes. Os ladrões roubam de tudo: dinheiro, perucas, telefones e até o negócio de alguns ambulantes, contam os vendedores e pedestres que diariamente frequentam aquele local.
Por: Cambubdo Caholua
A reportagem do Na Mira do Crime esteve no local na tarde de segunda-feira (12), a fim de ouvir os pedidos de socorro dos cidadãos que têm aquela zona, uns como lugar de ganha-pão para sustento das famílias, enquanto outros, como lugar de passagem para os seus afazeres diários e para se dirigirem à paragem de táxis para irem aos seus locais de trabalho.
De acordo com os cidadãos, os marginais actuam a qualquer hora, “eles assaltam durante a luz do dia ou mesmo no período nocturno”.
"Seria bom que o comandante municipal de Viana pensasse em trazer de volta a esquadra móvel, ajudaria bastante, porque no tempo que a tinhamos aqui não havia bandidagem", sugeriu uma transeunte.
Domingas Francisca, uma vendedora ambulante de brinquedos, contou que o local tem sido muito perigoso, "muita gente tem sido assaltada", acrescentando que "os marginais são os mesmos, roubam as pessoas depois de alguns minutos voltam", elucidou.
Durante a reportagem no local, foi possível manter contacto com dois jovens que já foram vítima dos meliantes, um que é vendedor de rissóis e o outro comercializa saldo.
"No dia que fui assaltado, eu tinha acabado de vender todos os rissóis, no total tinha 12 mil kwanzas, assim que me preparava para levar o dinheiro à patroa e depois voltar com outros rissóis para vender, fui surpreendido com duas bofetadas em cada uma das minhas bochechas, quando tentei olhar só me mostraram uma faca bem grande e, logo, entreguei todo dinheiro", contou João Salupa, acrescentando que os mesmos estão bem identificados e ainda frequentam, normalmente, o local.
Pedro Soltas, conta que o seu episódio foi terrível, só não foi morto por sorte, roubaram-lhe os cartões de saldo e todo dinheiro que havia vendido, ainda levaram o telefone onde continha os carregamentos electrónicos. "Mesmo eu não resistindo ainda me agrediram, levei 7 pontos no braço, graças a um deles que disse: deixa já o puto é daqui da banda".
Na mesma paragem, isto na Ponte Amarela, verifica-se a presença de alguns polícias, mas os cidadãos afirmam que os mesmos estão ali apenas para retirar as zungueiras que vendem em lugares impróprios, e deixam desprotegidos os que afluem ao local para outros fins.
Dona Suzana lembra que no tempo que naquela zona havia uma esquadra móvel os marginais não abusavam assim dos cidadãos, porque a presença policial assustava-os. Por outra, questionou como é possível que bem ao lado do Comando Municipal existir situações descaradas de assaltos e agressões; "é certo que próximo de um Comando Policial ocorram sempre roubos e aos olhos deles?, indagou.
"A minha amiga deixou de vender aqui, agora está nos Congolenses, porque lhe roubaram o dinheiro da ginguba. Além dela, eu presenciei um moço que depois descobrimos que é militar, que foi assaltado e roubaram-lhe o dinheiro e um telefone, os bandidos pularam o muro e fugiram; o que nos admirou é a forma como feriram o outro na cabeça, era muito sangue", descreveu uma jovem vendedora de ginguba torrada que não quis identificar-se.











