Quando marginais entram em acção - Moradores do Zango III-B sentem-se abandonados pela polícia
Moradores do Zango III-B, (vulgo Capapinha nas residências denominadas Tchunas), no município de Viana clamam por um comandante da polícia que aja conforme os ditames da corporação, numa altura em que a criminalidade na circunscrição vai de vento em popa.
Por: Kiamukula Kanuma
O comandante não aborda os responsáveis pelas comissões de moradores, nem se inteira in loco da situação da criminalidade, o que apoquenta os moradores.
Na última terça-feira, houve um arrastão: 04 residências foram assaltadas consecutivamente por marginais com apoio de uma arma de fogo do tipo AKM.
A polícia foi chamada a intervir, mas a resposta foi o silêncio e a ausência.
O comandante, que foi empossado recentemente, nem se fez presente no local para aferir o que se tinha passado.
A população sente -se abandonada pelas autoridades policiais.
Em uma carta anónima enviada a este Jornal, os moradores suplicam ao comandante municipal de Viana Carlos Neto e ao comandante provincial de Luanda no sentido de indicar outro quadro para o cargo, naquele bairro.
"Precisamos de alguém mais dinâmico que não se deixe vergar pelos marginais", solicitam, acrescentando que a polícia tem meios para fazer frente aos marginais, mas a população não tem meios, e depende unicamente das forças da ordem.
"Num passado recente, tivemos o comandante António Coelho, que era uma pessoa comunicativa, circulava no bairro, interagia com a população até comia connosco depois das reuniões que mantínhamos", recordam, salientando que o novo comandante "nem sequer conhecemos o nome dele; e nunca foi visto.
Se a ausência do comandante já preocupa, acrescentam, imaginem o que acontece, quando a polícia é chamada a intervir e não aparece.











