Aumenta a onda de assaltos no Sequele - Moradores da centralidade desconfiam de compadrio entre polícia e marginais
A onda de assaltos na centralidade do Sequele, município de Cacuaco, é preocupante e os munícipes não sabem mais em quem confiar. Os delinquentes, não poucas vezes, são detidos, mas acabam soltos sem motivos plausíveis. E mais: os bens roubados nunca são reavidos, o que deixa os moradores ainda mais desesperados.
Por: Na Mira do Crime
A centralidade do Sequele tem sido palco de assaltos nos últimos tempos. Viaturas, lojas e residências são as que mais sofrem assaltos, praticados maioritariamente por adolescentes.
Eles sabem que a lei os protege, por isso, meninos dos 08 aos 14 anos são usados para realizarem esses assaltos.
Entra-se assim num vai e vem à cadeia: é detido hoje, e amanhã é posto em liberdade por alegadamente ser menor de idade. Só que, diz um morador, eles levam bens diversos, mas nunca mais os trazem.
A polícia pode deter os marginais, mas estes acabam soltos por serem menores de idade.
Estes, por sua vez, não param de roubar porque são protegidos tanto pela lei como pela polícia que não os obriga a devolver os meios roubados.
O que apoquenta mais os residentes naquela centralidade é o facto de alguns efectivos da polícia tentarem convencer as pessoas que os meninos assaltantes usam magia negra para não serem vistos a entrar numa residência ou a desmanchar um carro.
"Nessas condições, nada podemos fazer", defendem-se, sublinhando que muitos desses marginais já confessaram ser bruxos.
Os cidadãos desta centralidade dizem não saber mais em quem confiar. Sob iniciativa própria, um grupo de jovens seguiu os marginais, a fim de saber o seu ponto de concentração, de formas a destruir tais locais.
Mas alguns agentes da polícia acabam por avisar os marginais com antecedência e por revelar a identidade dos queixosos.
O Senhor Leonardo, utente do número de telefone 951221579 foi assaltado há mais de 3 meses.
Os marginais levaram 53 mil Kwanzas e um telefone Nokia 2.4, onde está inserido o respectivo número.
Neste momento, o número continua ligado, e quem responde por ele é uma senhora que reside no Kicolo, que alega ser o filho quem lhe ofereceu o telemóvel.
A denúncia foi feita, mas as autoridades nada fazem. A impavidez da polícia, disse Jorge Raimundo, vai se repercutir na tomada de medidas próprias.
"Vamos começar a apanhar esses miúdos e queimá-los", prometeu, aguardando que quando isso acontecer, não apareçam sociólogos e psicólogos a dar lições de moral.











