Na Cidade da China - Bandidos cobram ilegalmente impostos 'nas barbas' da polícia
A Direcção da Cidade da China, trabalhadores e clientes alertam as autoridades afins que um grupo de 05 "bandidos" está a cobrar impostos que vão de 1000 a 2000 mil Kwanzas. Além disso, protagonizam assaltos, principalmente das 07 às 15 horas.
Por: Kiamukula Kanuma
A Direcção Administrativa da Cidade da China, clama por maior vigilância dos efectivos da Polícia Nacional, Serviços de Investigação Criminal (SIC), Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) e sociedade em geral.
Desde Novembro de 2023, que esse grupo pratica tais acções com recurso a objectos contundentes.
Eles atacam aqueles que se recusarem a pagar o referido imposto. Este Jornal foi ao local e constatou que o cenário é deveras preocupante.
"Fui ferido às 07 horas de sábado, 17 de Fevereiro, com um caco de garrafa na cintura, eles dizem que queriam abrir a minha barriga por me recusar pagar 1.000 Kwanzas a um bandido, como forma de pagamento de imposto", disse Ezequiel Cativa, funcionário da loja 22-05 do pavilhão nº 22.
Djany, de nacionalidade chinesa, é proprietário de uma loja de plásticos no pavilhão número 22 loja nº 22-05.
“Aqui tem vindo esses jovens que fazem e desfazem, complicando ainda mais os nossos negócios", asseverou, para mais adiante afirmar que não compreende como é que a polícia não intervém nesses casos.
"Este espaço é grande para ficar assim sem protecção das autoridades policiais", reforçou.
Há uma esquadra policial próximo da cidade da China, onde são levados todos os casos criminosos.
No entanto, os vendedores e clientes só querem que se aumente os efectivos capazes de fazer o patrulhamento permanente, porque as áreas comerciais são propensas a todo tipo de criminalidade.
Às vezes, afinal, chamam a polícia, mas os marginais fogem, e quando a polícia se for embora, eles voltam com maior ferocidade.
No momento em que decorria a reportagem, verificaram-se, em simultâneo, uma agressão e um furto.
Maravilha André, vítima de furto, disse ser cliente e fez compras numa das lojas do pavilhão 12, onde o trabalhador eventual se prontificou oferecer os seus serviços com um carro de mão, no entanto, ele estava mais adiantado em relação a ela, e assim que chegaram ao portão, apercebeu-se da ausência de 17 mil Kwanzas da sua carteira.
Fez participação e apesar de o jovem ter peremptoriamente negado a autoria do furto, foi detido.
Outros três jovens encontrados pela nossa reportagem na esquadra policial estão envolvidos em filmes de agressão física, depois de tentarem desmanchar um camião com mercadoria.
A nossa equipa contactou o porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional, Superintendente Nestor Goubel, que assegurou que o assunto não é dominado pela corporação.











