A moda pegou: Marginais fazem das obras abandonadas seus quartéis generais em Cacuaco
Os moradores do bairro da "Soconifa", concretamente na zona da Vidrul, município de Cacuaco, queixam-se da falta de segurança pública, o que tem permitido os marginais a tomarem conta das obras abandonadas, onde se prostituem, consomem droga, guardam armas. E mais: é dessas obras que partem para realizarem assaltos na via pública e residências.
Por: Kihunga Bessa
O NA MIRA DO CRIME deslocou-se até àquele bairro para ouvir os seus habitantes que revelaram que os meliantes apropriam-se dos escombros da antigas instalações da Soconifa e outros abandonados naquela circunscrição, tornando-os seus esconderijos, empunhando armas brancas e de fogo.
"Esses rapazes criam instabilidade no bairro, já que as suas acções são feitas com recurso a armas brancas e de fogo", disse um morador, realçando que o período nocturno tem sido o mais agitado.
Margarida Tomás, outra moradoras da zona há mais de 08 anos, conta que o bairro já teve momentos bons, mas agora com o abandono a que estão votados "aqueles quintais tão vastos e cobertos com arbustos, torna-se inevitável a presença de bandidos".
"Aqui, os assaltos não têm horas, mas ocorrem sobretudo das 05 às 7 horas e, de noite, das 18 horas às 23 horas", relata.
Face ao recrudescer da delinquência, o senhor Miranda Paulino pretende abandonar a sua residência naquele bairro e arrendar outra numa zona mais segura.
"Quando saímos de casa para o trabalho, não nos sentimos bem de saber que deixamos as crianças que vão à escola em diversos pontos do bairro", disse.
Acrescentou ainda que num passado algumas coisas foram assaltadas e que inclusive os proprietários foram alvejados. No dia 16 do mês corrente, por exemplo, foram surpreendidos com um corpo de um desconhecido abandonado há três dias no interior do quintal das antigas instalações da "Soconifa".
Os moto-taxistas são o outro alvo dos marginais. "Eles recebem as motorizadas, e quem resistir ao assalto é morto", revelou.
Consideram haver um esforço das autoridades em controlar a crescente onda de criminalidade, mas "parece haver uma desproporção entre o número de bandidos e da polícia". "Só têm uma viatura para acudir situações nos 31 bairros", ilustraram.











