Policiamento ao binóculo - Marginais tomam de assalto o bairro Capolo II
Os moradores do bairro Capolo II, município do Kilamba Kiaxi, há muito não testemunham o famigerado policiamento de proximidade para garantir a segurança e tranquilidade públicas. E o resultado não se fez esperar: os marginais fazem e desafazem, com os assaltos a evidenciarem-se todos os dias.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com um dos moradores que falou sob anonimato, na manhã desta quinta-feira, a sua residência foi arrombada quendo, por volta das três horas da madrugada, os marginais escalaram o muro do quintal e, depois, a porta.
"Estava a dormir e, de repente, ouvi um barulho de batimentos, por isso, despertei-me e fui até à sala e comecei a despertar a família toda. De seguida, vi um deles de chapéu e ameaçou-me como se tivesse arma de fogo", contou.
Acrescentou ainda que durante a acção dos marginais, fez várias ligações desde o filho aos efectivos da Polícia Nacional para que pudessem intervir, mas foi apenas a presença do seu cunhado militar das Forças Armadas Angolanas (FAA) que os intimidou e os forçou a abandonar o local, de imediato.
Yolanda Mateus, outra morada, conta que a zona já teve momentos muito bons, quando os efectivos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) controlavam o bairro.
"O bairro, desde sempre, foi seguro, mas a situação de insegurança actual está a preocupar-nos", explicou, salientando que, no mês passado, um dos vizinhos também sofreu tentativa de assalto em que os marginais tentavam roubar a placa da viatura Rav-4, no interior do quintal.
Os moradores clamam por mais patrulhamento dos efectivos da Polícia Nacional para manter a segurança na zona.
No terreno, o Inspector-chefe e comandante de Esquadra, Hélder Simões Correia, garantiu à nossa reportagem que a zona está segura, mas reconhece haver casos isolados que acontecem em algumas ruas, sobretudo aquelas que não têm iluminação pública.
"Em termos operacionais, a zona está devidamente controlada, apesar de algumas zonas não facilitarem por causa das vias que estão degradadas, e a escuridão que se verifica em alguns pontos dificulta o nosso trabalho, mas estamos e estaremos sempre firmes no combate ao crime", atestou.
O comandante apela a população a ter cultura de denúncias para ajudar a polícia a trabalhar.
"Não importa o número de efectivos da polícia que existe, porque ainda que haja tanta polícia, mas se não existir denúncias não vale nada, porque os meliantes são conhecidos e, muitas vezes, até são mesmo nossos familiares", concluiu.











