Marginais usam menores de idade para assaltar residências no Kikolo
Dois indivíduos identificados por "De gato” e “Da boutique", rotulados como altamente perigosos, moradores nas ruas do Capapa e da Universal respectivamente, ao bairro Boa esperança, distrito urbano do Kicolo no município de Cacuaco, usam menores com idades entre 13 e 14 anos para realizar assaltos a residências, fazendo-lhes crer que são impunes perante a lei.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com os menores, depois de terem sido apanhados pelo proprietário de uma das residências, os marginais aproveitam a ausência dos habitantes no período diurno para levar à cabo os seus planos criminosos. Com uma chave (Y), "De gato" desgrampa os tetos e posteriormente abre as portas e obriga os petizes a entrarem e retirar os artigos.
" Somos apenas vítimas destes dois que nos mandam tirar as coisas das casas já abertas por eles", explicaram.
Acrescentaram ainda que além dos artigos domésticos, os marginais obrigam a sacar também janelas que têm como destino o mercado do Kicolo, onde são comercializadas no valor de 8 mil kwanzas, dando como recompensa aos menores alguns materiais ferrosos para venderem no peso, ou seja na sucata. "Depois dão-nos os ferros que sobram para irmos pesar e conseguimos apenas mil kwanzas cada", frisaram.
Dados colhidos no local dão conta que os mesmos são reincidentes nas práticas e já tiveram várias passagens pela polícia. Diante da nossa reportagem, o tal “De gato” ainda ameaçou de morte os repórteres, gabando-se de não temer as autoridades em Cacuaco.
" Posso matar, não tenho medo de nenhum polícia, porque o meu nome é grande, já pisei todas cadeias, é só dar dinheiro estou logo solto", afirmou o meliante totalmente confiante.
Eduardo Manuel, conta que sua residência já foi arrombada várias vezes e que depois de saber quem são os protagonistas ficava apenas por advertência por serem vizinhos, mas mesmo os indivíduos não entendiam.
Aqueles moradores clamam à Polícia local no sentido de deter os malfeitores, que estão bem localizados, para pôr fim às suas práticas e responsabilizá-los para não continuarem a usar e a desviar menores para cometer crimes.











