Comandante promete agir rapidamente - Moradores da Boa Fé preocupados com o alto nível de insegurança no bairro
O alto nível de insegurança no bairro da Boa Fé, distrito urbano da Estalagem, levou os moradores, no sábado (06), a um encontro com o Comandante da esquadra local, para exporem o seu descontentamento sobre a tenebrosa situação que se vive naquela abrangência de Viana, em que o elevado nível de delinquência os apoquenta.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O Comandante da esquadra da Boa Fé, Inspector-chefe Efigénio Bela "Obama", no encontro mantido com os representantes dos moradores daquela zona, ouviu atentamente as preocupações apresentadas pelos referidos cidadãos em relação ao estado de insegurança em que se encontra o bairro.
O Soba do bairro, Pedro João Gomes, falando à nossa reportagem, frisou que os marginais tomaram o controle das ruas, onde crimes como assaltos , roubos e lutas de grupos rivais levam os moradores a considerá-lo como um dos mais perigosos do município de Viana.
"Os bandidos estão em quase todas as ruas, já não se pode andar em paz, é triste vê - los à vontade nas ruas, a polícia tem que controlar a situação", clamou.
Durante a abordagem, os presentes pediram explicações ao oficial sobre os marginais que são detidos por envolvimento em crimes, principalmente homicídios, mas que sempre por serem postos em liberdade.
Tal como referiu a senhora Isabel Pedro,"os bandidos parece terem tomado o controle do bairro, quando são detidos, em pouco tempo voltam às ruas", por exemplo, continuou, "bandidos que vimos a serem detidos por homicídio encontram-se outra vez nas ruas e gabam-se como se fossem reis", sublinhou.
Os moradores apontaram as ruas da casa 70, o campo da mulata, a escola abandonada, a Vila nova, e a rua da Visão Cristã, como sendo os locais mais temíveis para os munícipes.
"O comandante Obama garantiu que já tem um plano traçado para mitigar o alto nível de criminalidade, pediu-nos que colaboremos com a polícia por via de denúncias; agradeço em saber que a polícia apenas detém os criminosos e quem solta é o Ministério Público", explicou.
No final do encontro, de forma pedagógica, aquele comandante aconselhou os presentes a criarem o hábito de dar seguimento aos processos criminais sempre que os tenham aberto na esquadra.











