Viana: "Da Lulula", "Quatro Equipa" e "Di Papa", marginais bem identificados, assaltam os transeuntes e criam pânico na lagoa
Devido ao mau estado da via de acesso ao “parque de feijão e de bombó”, no distrito da Estalagem, município de Viana, em consequência das últimas chuvas que têm assolado a capital do país, criou-se uma lagoa na estrada e vários jovens aproveitando-se da situação, fazem-se passar por prestadores de alguns serviços, como lavar as pernas, levar as pessoas às costas, bem como alugar botas, tudo em troca de 100 Kwanzas, mas o objectivo é assaltar os transeuntes e roubar os seus pertences.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com transeuntes, no princípio, quem fazia as cobranças, na mesma lagoa, sempre que chovesse, eram cidadãos provenientes de outras partes do país, como, por exemplo, Huambo, Benguela, Huila e Bié, mas a partir do momento que os jovens residentes nos arredores da lagoa começaram a cobrar, tudo se tornou um inferno, sendo que vários assaltos têm ocorrido naquele local.
"Da Lulula", "Quatro Equipa" e "Di Papa", são alguns dos adolescentes, bem identificados, com idades entre 13 e 28 anos, que diariamente, a partir das 5 e 6 horas da manhã, realizam assaltos, munidos de objectos contundentes, como facas, lâminas, pregos e cacos de garrafa, sendo as maiores vítimas os comerciantes, que têm o hábito de se deslocar ao mercado naqueles horários.
Tanto é que, os ditos marginais fumam liamba, chupam gasolina e usam outras drogas naquele mesmo local, o que os encoraja e lhes mais força para não medirem as consequências. "Fumam aqui liamba, drogam-se, defecam aqui, epha! é triste, estamos abandonados à sorte", lamentou um segurança de uma empresa próxima do local.
"Esses gatunos, começam a realizar os assaltos a partir das 5 e 6 horas, andam com lâminas, garrafas, pregos, eles ameaçam com muitas coisas", disse uma comerciante sem ser identificada.
"Antes, aqui não roubavam ninguém, era apenas alugar a bota ou alguém que te levasse nas costas e pagar o valor, mas tudo mudou desde que esses rapazes começaram a cobrar, têm roubado os pertences de muita gente e ainda ameaçam e ferem as pessoas", disse um vendedor de saldo.
"Por sorte nunca fui assaltada, mas já duas colegas minhas foram roubadas, uma levaram-lhe a peruca, a outra roubaram-lhe todo dinheiro do negócio", revelou Joana Dias, comerciante do mercado.
O Na Mira do Crime soube que a polícia tem feito operações no local, tendo algumas vezes detido alguns jovens, mas nem com isso os mesmos param com os assaltos.











