Falta de energia propicia ataques de marginais nos bairros Augusto Ngangula e Paraíso
Os moradores do bairro Augusto Ngangula, distrito urbano do Kicolo, pedem as autoridades para que se restabeleça o fornecimento normal da energia eléctrica na área do Chendovava e partes adjacentes à ponte do Paraíso, pelo facto de propiciar o ressurgimento de marginais que se aproveitam das ruas escuras para cometer roubos e assaltos na via pública.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os moradores avançaram a nossa reportagem que, o corte do fornecimento da energia eléctrica foi registado por volta das 19 horas de domingo, 21, quando uma carrinha de marca Canter, com a matrícula LD-69-99-ID, que seguia de forma descontrolada no sentido Paraíso (nos bacongos), embateu contra um poste de transporte de energia, na rua do Mpangui Afonso.
"O motorista estava bêbado, a polícia certifica, porque, quando os agentes revistaram o carro, foram encontradas garrafas de cerveja que ele consumiu; o que nos preocupa, não é apenas os prejuízos por falta de energia, mas também, os bandidos que voltaram a atacar de noite", contaram.
Com a falta da energia, os cabos estão a ser vandalizados e, sábado, 27, mais uma viatura Hiace, por volta das 16 horas, embateu contra um outro poste na área da cabine nova, provocando a sua queda e deixando várias pessoas gravemente feridas.
Amândio, morador da zona do Soba, refere que, pelo menos, já observou a queda de três postes ao longo da estrada do Paraíso/Kicolo, que foram deixados ao abandono.
"Os bandidos estão a aproveitar-se para roubar os cabos; na farmácia do tio Jamba caiu um e foi abandonado e, o mesmo se observa com o que está abandonado na rua do Afonso; mais um outro foi derrubado e ficou assim, abandonado; os meliantes sentem-se livres e intensificaram os roubos, principalmente no Chendovava, na rua do Papá Wemba, em toda a zona da Betânia e na escola Fortaleza, ali é muito perigoso", alertou, acrescentando que o "Monaliza", o "Pelotão" e o "Mamã Guto", são os marginais mais perigosos da zona por trás da feira da escola Jeremias.
Rasta, proprietário da residência sobre a qual o poste caiu, na rua do Mpangui Afonso, pediu às autoridades no sentido de retirar o poste para que se possa avaliar os danos provocados.
"A porta ficou encravada com o peso do poste, ainda não avaliamos os prejuízos, a polícia orientou para esperar os homens da ENDE, mas até aqui não aparecem; a área toda se tornou melindrosa de noite", garantiu.











