Luanda – Enquanto a Polícia anda "distraida" cresce a onda de “bandidos flutuantes” em várias artérias da cidade
Luanda, durante os últimos dias, tem registado um crescimento considerável de “marginais flutuantes”, que se deslocam de uma zona para outra, a fim de cometerem assaltos à mão armada, situação que está a assustar os citadinos, que aguardam por uma resposta à altura por parte da polícia.
Por: Cambundo Caholua
Segundo dados colhidos pelo Na Mira do Crime, os bandidos, munidos com armas de fogo, saem das suas zonas residenciais e deslocam-se a outras localidades onde não são facilmente reconhecidos, a fim de realizarem os assaltos.
A estratégia adoptada tem sido a de dois elementos, armados com pistolas, transportados numa motorizada de duas rodas, como se estivessem a exercer actividade de moto-táxi, de formas a ludibriar as vítimas com tal disfarce.
Os meliantes actuam em qualquer horário do dia e têm como preferência zonas onde o fluxo de moto-táxis é regular. Controlam as vítimas, e num perímetro isolado, quando se apercebem de um bem valioso em posse das mesmas, surpreendem-nas sacando as armas anunciando o assalto e, sob fortes ameaças de morte, levam os pertences alheios.
Pingo D'Água, Luanda-Sul, Regedoria, Vila-Sede, na rua 11 de Novembro junto à Igreja Universal, no Hotel Dayane, rua da Barbote, isto em Viana; bem como Prenda, distrito da Maianga; Benfica, município de Belas, são zonas em que se regista o maior índice desse fenômeno, que está a alastrar-se a outras localidades que já registam um rápido crescimento de assaltos deste tipo, de forma exponencial e fora do controlo da polícia.
Diante disso, os populares clamam por ajuda da polícia: "Os gatunos passam mesmo aqui na Regedoria e em outros bairros, eles giram de motorizada como se fossem moto-taxistas, o pendura finge ser passageiro, quando notam uma vítima, o pendura desce para disfarçar e actuar", disse uma cidadã, acrescentando que "eles andam dois numa moto armados, geralmente de pistola, por isso pedimos apenas que a polícia passe a rondar também à paisana ou então que procure outra forma de actuar para conter esses marginais, porque isso está a causar traumas", apelou Joana, moradora da Regedoria.
A cidadã refere ainda quejá não sabem o que fazer, pelo que atiram toda a responsabilidade à Polícia Nacional e a outros órgãos de defesa e segurança, que dediam ser mais rígidos quando se trata de bandidos.
"Aqui, a cada dia assaltam duas a três pessoas", começou por contar Jó, morador do bairro Borbote: "eu já presenciei uma jovem a ser assaltada e roubaram-lhe a peruca, dinheiro e um telefone, eu não tinha como ajudá-la porque os bandidos estavam armados", lamentou, tendo dito ainda que o policiamento na zona é quase inexistente.
O Na Mira do Crime ouviu o presidente da AMOTRANG, Bento Rafael, que disse ser do conhecimento daquela organização tais práticas que, lamentavelmente, têm ocorrido.
Bento Rafael avançou que está em vias o uso de novos uniformes para todos os associados e que os mesmos estarão prevenidos com códigos a partir da identificação do moto-taxista, GPS, e outros meios de segurança que aquele responsável não quis revelar, realçando que estes meios vão permitir que se controle, com maior rigor, quem é o verdadeiro moto-taxista.
Por outro lado, todos associados estão informados nas suas placas a terem maior cuidado e caso flagrem um infiltrado estão orientados a comunicar à polícia.











