Polícia acusada de minimizar assaltos à mão armada no bairro Capalanga
Moradores do bairro Capalanga, município de Viana, estão preocupados com a onda de assaltos na via pública com recurso à armas de fogo e dizem que a polícia local praticamente "nada faz " para minimizar a situação; uma afirmação refutada pelo comandante da policia, salientando maior harmonia com a população.
Por: Kihunga Bessa
Os moradores mostram-se preocupados com os constantes assaltos na via pública com recursos à armas de fogo e denunciam pouco interesse da polícia local em combater o crime que tão bem dominam.
De acordo com aqueles habitantes, nos últimos dias, o Capalanga tornou-se palco dos assaltos aos moto-taxistas tidos como as principais vítimas.
António Alfredo, um dos moradores, explica que no dia 07 do mês em curso, depois de regressar de serviço, viu a sua motorizada de marca Ling Ken a ser levada pelos marginais.
Segundo o nosso entrevistado, o facto ocorreu por volta das 19 e 30 minutos, quando decidiu comprar alguma coisa numa das cantinas e de volta ao local onde tinha deixado a sua motorizada, surgiram dois indivíduos munidos com armas de fogo, anunciando o assalto.
"Não resisti e entreguei o que queriam para evitar o pior", disse.
Acrescentou que depois da acção dos meliantes, dirigiu-se à direcção nacional do DIIP, onde foi orientado a ir à esquadra do Calocango, mas este preferiu ir à esquadra do Capalanga, onde também não teve êxitos, por causa de muitos rodeios da polícia.
"Não é a primeira vez que isso acontece, porque em Agosto do ano passado, fui agredido, inclusive quebraram-me os dedos. Fui à esquadra fazer participação, e ninguém quis resolver o meu problema até hoje porque não tenho dinheiro que a polícia pediu", contou.
Este jornal contactou por via telefónica o comandante da referida esquadra, Celso Diogo António, que refuta as acusações e diz ter uma convivência saudável com a comunidade em geral, principalmente com os moto-taxistas.
"Graças a Deus, a nossa esquadra não tem estes problemas, e o atendimento é directamente pelo comandante e não é preciso burocracias", assegurou.











