Munícipes do Rangel satisfeitos com a retirada de um mercado ilegal na zona dos Congolenses
No passado dia 26 do mês de Julho do ano em curso, o NA MIRA DO CRIME trouxe à baila uma informação onde os munícipes do Rangel acusavam o administrador daquele distrito, Pedro Alfredo Calunga e o chefe da Fiscalização, Jorge Magalhães, de terem, supostamente, criado um mercado ilegal paralelo aos Congolenses, cujas taxas diárias variavam entre 300 a 500 Kwanzas às zungueiras. Lerem:https://namiradocrime.info/show/11669
Por: Cambundo Caholua
Uma equipa deste jornal deslocou-se, outra vez, até à zona do mercado dos Congolenses, nos locais onde estavam instalados os referidos mercados e apurou que as ruas estão com um novo "rosto": sem a enchente de zungueiras ou outros vendedores, embora ainda se nota a resistência de algumas vendedeiras, mas as ruas já são circuláveis.
Constatou-se que as ruas da Tura, do Andulo, Deolinda Rodrigues, Ribatejo, Henrique Gago da Graça, entre outras visadas, onde o fluxo de vendedores ambulantes e zungueiras era muito visível, agora com a presença de forças conjuntas da fiscalização, polícia e alguns elementos à paisana, que diariamente, entre às 5 horas até ao anoitecer, se fazem ao local para sensibilizar e impedir a venda desordenada naquele distrito.
As ruas ganharam forma própria, onde a circulação de pessoas e viaturas tornou-se possível, o que não acontecia antes.
No local constatou-se a satisfação dos moradores das ruas adjacentes aos mesmos mercados, bem como os estudantes da escola da "Jota" e da Jinguba, que tão logo as aulas retornem terão como se movimentar à vontade sem que haja a diária perturbação e a fluidez de vendedores que se verificava até bem pouco tempo.
Os munícipes dão nota positiva ao titular do distrito pelo esforço que implementou para acabar com a venda desordenada naquele distrito e, de outra forma, acusam directamente os fiscais de serem eles os causadores da desorganização naquela zona, sendo que a eles é assacada a missão de combater o cenário negativo que se verifica diariamente.
"Fico feliz pela retirada dessas senhoras, não é nada fácil, sabemos o quão é difícil lidar com as zungueiras", realçou o morador José Frederico.
Marinela Barroso, outra moradora, referiu que no bairro todos conhecem bem quem como os fiscais distorcem, muitas vezes as orientações que lhes são dadas, por formas a retirarem alguns dividendos.
"O administrador orienta uma coisa, mas eles fazem outra porque são viciados no dinheiro. O vício destes senhores é antigo", acusou a munícipe.
O ancião Paulo, de 65 anos, acusa igualmente os fiscais de serem os principais desordeiros e incentivadores da venda desordenada.
"Esses fiscais vão incentivar outra vez, porque tiram dividendos com isso", atirou o ancião que é morador do Rangel há mais de 40 anos.
"Os fiscais só fazem isso, porque há alguém que os incentiva, mas se o administrador junto com a fiscalização e a polícia andarem de mãos dadas, veremos um Rangel novo", frisou a dona Maria, moradora da rua da escola da Jinguba.
Durante a nossa reportagem, foi possível flagrar dois fiscais a incentivarem as zungueiras à venderem num outro ponto, porque os mesmos alegavam que naquele instante o chefe da Fiscalização estava no local a coordenar a retirada dos vendedores.
Contactado à respeito, o chefe da Fiscalização a nível do distrito do Rangel, Jorge Magalhães, afirmou que o trabalho para a retirada dos vendedores que praticam a venda desordenada naquele local continua dia e noite.
"Doravante, os estudantes e moradores e automobilistas vão poder circular sem qualquer constrangimento, uma vez que continua em curso a sensibilização com as zungueiras para se acabar com a venda desordenada naquele território do município de Luanda”, garantiu.
"Estão cadastrados cerca de 300 vendedores, deste número 50 já foram reencaminhados para o mercado do Cachuchu", fez saber o chefe da Fiscalização, sublinhando que os restantes também serão encaminhados aos mercados formais para procederem a venda com segurança.







