Falta de patrulhamento - Marginais (identificados pelo Na Mira) ‘brincam’ com o SIC e o DIIP no Baia
Os marginais "De Gambá”, de 28 anos de idade, “Tchipa”, de 25 anos e “Black” de 20 anos de idade, pertencentes ao grupo denominado “Os Onze”, moradores do bairro Canjinji, distrito urbano do Baia, município de Viana, rotulados como altamente perigosos, continuam a tirar o sono da população, sob olhar impávido dos efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), e do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP).
Por: Kihunga Bessa
Um mês após a morte de Abel Muassaco, de 63 anos de idade, militar na reforma, e Benjamim Domingos António, de 21 anos de idade, ambos moradores no bairro Alegre e Tempo Muda, assassinados com disparo de arma de fogo, no distrito acima referenciado, verdade é que o patrulhamento vai de mal a pior, e a população clama por socorro.
De acordo com os nossos entrevistados, depois da denúncia do Na Mira do Crime, a presença das forças de segurança durou apenas uma semana.
"Quando a polícia girou aqui, durante uma semana, o bairro estava calmo e pensávamos que continuaríamos bem, mas a nossa alegria durou pouco", lamentaram.
Francisco Tomás, Albertina Correia e Jordão Caetano, contam que após a retirada dos efectivos da polícia nos bairros, às zonas voltaram a estar sob mira dos bandidos, o que obrigou a turma de vigilância comunitária a arregaçar as mangas, e fazer o trabalho da polícia.
"A turma de vigilância tiveram que regressar e conseguiram nos salvar e agarrar alguns marginais, bem como recuperar alguns bens roubados", reconheceram os moradores.
No terreno, o Na Mira do Crime identificou alguns elementos tidos como altamente perigosos, e que supostamente estão envolvidos no duplo homicídios ocorrido naquela zona.
De Gambá", por exemplo, é reincidente nas práticas criminais, e está refugiado no Catinton, depois de ter saído da cadeia, onde ficou algum tempo por supostamente ter assassinado uma jovem, depois de a ter violado.
"Black" é o bandido que passa o dia a vigiar as residências, que depois são assaltadas. A título de exemplo, na madrugada de quinta- feira, 15, este último foi flagrado pela turma de vigilância, quando assaltava uma residência.
“Foi levado a esquadra do Baia, onde ficou detido apenas 24 horas, está em liberdade, horas depois convidou os seus comparsas para agredirem um dos membros da turma de vigilância comunitária, e prometeram matar pessoas”, denunciaram.
“Estamos inseguros porque os marginais nos prometem morte, queremos uma esquadra com urgência", clamaram.
Os moradores contam que para além dos nomes citados, outros marginais fazem-se passar por moto-taxistas de dia, quando de noite são assaltantes.
"Estamos disponíveis nem que for para contribuir com blocos, espaços e outros meios para a construção de um posto policial", garantiram.











