Jovem de 18 anos apanhado a vandalizar sistema de iluminação do CFL
Efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), colocados no município do Cazenga, em coordenação com o DIIP e outras forças, detiveram um jovem de 18 anos de idade, identificado por Victorino Jamba Domingos, "Vitó", envolvido no crime de vandalização de bens público, ocorrido nos Caminhos de Ferro de Luanda (CFL), na estação dos Musseques, onde foi flagrado a retirar 12 chapas de alumínio, que protegiam o sistema de iluminação.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com o Porta-voz em exercício do SIC-Luanda, Inspector, Emanuel Capita, a detenção ocorreu no dia 17 do mês em curso, por volta das 17 horas, precisamente na estação dos Musseques, quando o implicado, munido de uma chave de fenda, foi encontrado a desparafusar as tampas que serviam como protecção das lâmpadas que iluminam a estação dos Musseques.
"Assim que os operacionais do SIC-Cazenga em coordenação com as outras forças tomaram conhecimento, foram ao local e flagraram o implicado a danificar o bem público, numa ordem de 12 chapas que já haviam sido desfeitas, equivalentes a 2kg de alumínio que ao ser pesado, cada chapa valeria KZs 1.200, no total daria KZs14.000", esclareceu.
Ao Na Mira do Crime, o jovem reconheceu que retirou a quantidade já referida, mas alegou que cometeu o tal crime devido as dificuldades que passa em casa, uma vez que vive com a sua avó e esta não tem condições para suprir as necessidades.
"O que me levou a fazer esse tipo de prática, foi por falta de valor, por exemplo, nesse dia estava necessitar de dinheiro, era para fazer algo, como não tinha, passei por aqui, reparei, não tinha ninguém, e como eu tinha uma chave, parti nessa prática", começou por assumir.
"Já estou nessa prática de pesar há muito tempo, mas na linha férrea é a minha primeira vez que tiro esse material, eu peso latas e plástico, encontro tudo no lixo", continuou.
O dinheiro que recebe, segundo o jovem, serve para comprar roupa, liamba e outras coisas.
Ao comercializar os seus artigos, dependendo da qualidade, os preços variam entre 600 Kwanzas e 1200.
As chapas, segundo o acusado, eram pesadas na rua 17, numa casa de pesagem de um cidadão de nacionalidade maliana, identificado apenas por David.
O oficial do SIC disse ainda que, está em prática um combate cerrado para se pôr fim a estas casas clandestinas de pesagem, tendo alertado que qualquer um que insistir nessas práticas será responsabilizado pelos órgãos de investigação e não só.
No entanto, o mesmo já foi presente ao Ministério Público e ao Juiz de Garantias, por outra, o Porta-voz em exercício, apelou que se crie no seio das comunidades a cultura de denúncia, no intuito de desincentivar essas más práticas lesa a toda sociedade.











