Os “UNITA FARAI, os 3 N e MDG – Grupos de marginais ‘sufocam’ Zango-03 a partir de uma obra abandonada
Os grupos FBI, Os 3 N, MDG, UNITA FARAI tomaram conta do bairro e da paragem do Zango-03, lado B, assaltando residências e transeuntes, a qualquer hora do dia, e se refugiam numa obra abandonada que está na quadra L, próximo de várias residências habitadas.
Por: Solange Figueira
A última semana de Setembro foi a mais crítica, sendo que os moradores viveram noites de terror, porque houve roubos seguidos em 4 residências, onde os marginais entraram e levaram tudo que viram pela frente, sem causar vítimas mortais.
Joaquim António, morador da quadra L, conta que a sua família foi vítima dos meliantes na madrugada de terça-feira. “Ficamos a mercê dos marginais durante duas horas. Eles, mascarados, num total de 04 jovens, empunhando duas armas de fogo, entraram em minha casa às 00 horas e só saíram às 03 horas”, contou, acrescentando que os marginais proferiam ameaças de morte caso não entregássemos haveres de valor.
Depois de recolherem um televisor plasma, 01 telefone, 01 computador e duas botijas de gás de cozinha, pediram também dinheiro, para livrarem a família das ameaças. “Sufocada, na presença dos meus filhos, tive que dar os únicos 5 mil kwanzas que tínhamos em casa”, relatou, acrescentando que gritaram, pedindo socorro, mas nenhum vizinho saiu por medo.
No dia seguinte, fizeram uma participação na esquadra do Zango 4, onde tiveram a garantia de que a polícia faria tudo para travar a onda de assaltos que, entretanto, continuam.
Tendo em conta quer os integrantes dos grupos de marginais são todos conhecidos, pedem à polícia e ao SIC no sentido de os deter e responsabilizá-los pelos crimes cometidos. “Até a obra onde eles se escondem é conhecida pelas forças da ordem.
Zeferina Miguel conta que às 04 horas da manhã ninguém consegue passar pelo bairro para ir trabalhar, porque os marginas ficam escondidos na obra, aparecem de surpresa como predadores para assaltarem qualquer um que estiver de passagem. Ao dono da obra/refúgio deixou um recado: apareça e dê tratamento à sua obra, construindo ou demoli-la.
“há duas semanas, a minha estava a regressar da escola por volta das 18 horas e foi assaltada e esfaqueada”, lembrou.
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até à comissão de moradores do referido bairro, onde foi recebida pela senhora Gizela Santos, na ausência do responsável, Júlio Caetano. Ela confirma que têm recebido várias reclamações dos moradores sobre constantes assaltos a residências e na via pública, sobretudo das 18 às 19 horas e das 4 horas às 21.











