Saíram agora da cadeia: Autoridades na Huíla capturam marginais altamente perigosos envolvidos em crimes de homicídio, abuso sexual e agressão física
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) na Huíla, em coordenação com o DIIP, no âmbito da prevenção e combate à criminalidade, apresentou, nesta quarta-feira, 9, três marginais considerados altamente perigosos, envolvidos nos crimes de associação criminosa e roubo qualificado com recurso a armas de fogo.
O porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC) na Huíla, Inspector Segunda Quitumba, informou que esses cidadãos, após praticarem um roubo no passado dia 30 de Setembro do ano em curso, por volta da uma hora da madrugada, no interior de uma fábrica de blocos localizada no bairro da Micha, neutralizaram os seguranças e subtraíram uma arma de fogo do tipo HM.
Em seguida, tentaram acessar o interior da residência do proprietário, um cidadão de nacionalidade chinesa, mas sem sucesso, devido à intervenção das forças policiais no terreno, o que levou os indivíduos a retirarem-se do local.
O porta-voz esclareceu que, no dia seguinte, foi realizado um trabalho de inteligência coordenado com o DIIP, que resultou na detenção desses cidadãos, tendo em conta as provas obtidas por intermédio das imagens de videovigilância interna do estabelecimento.
Desses quatro elementos, três estão detidos, um deles, que responde pelo nome Tobias Mateus, de 38 anos, mais conhecido por Max, está directamente implicado num crime ocorrido em 2015, por assalto ao Banco BIC, no bairro Chioco, adjacente ao Aeroporto Internacional da Mukanka.
Na altura, ele foi condenado a 16 anos de prisão, mas foi posto em liberdade condicional. Posteriormente, cometeu o crime de roubo qualificado e ofensas graves à integridade física na província do Cunene, em Ondjiva, onde invadiu um estaleiro e agrediu um cidadão chinês.
Infelizmente, a vítima teve de ser evacuada urgentemente para o exterior, devido à gravidade das agressões sofridas.
Neste momento, o indivíduo está em liberdade há seis meses por conta daquele crime, após cumprir pena no PUPU e voltou a cometer estes crimes.
O segundo cidadão, de nome Abraão Cachibango, mais conhecido por Mule, solteiro, de 28 anos, com várias passagens, tanto pela Polícia Nacional quanto pelo SIC, a sua última condenação, de 16 anos, foi por homicídio qualificado e dois abusos sexuais.
Foi posto em liberdade após cumprir oito anos de cadeia no PUPU, estando em liberdade há menos de oito meses.
O terceiro cidadão, de nome Vitorino Pedro Salibindo solteiro, de 35 anos, que tem passagem na cadeia por prática de crime de furto e roubo qualificado, tendo sido condenado no ano de 2018.
O Inspector Segunda Quitumba ressaltou que esses três cidadãos estavam no PUPU, afirmando que a quadrilha foi criada no interior daquela cadeia, com o objectivo de, ao saírem do estabelecimento prisional cometerem novos crimes.
O.Na Mira do Crime sabe que foi apreendida uma pistola, mas diligências continuam para localizar outras armas, considerando que outros cidadãos de nacionalidade namibiana também participaram do roubo ocorrido no Banco BIC no ano já referenciado, que neste momento encontram-se foragido.
No passado dia 10 de Setembro, os mesmos três elementos praticaram uma acção da mesma natureza em um estabelecimento de um cidadão vietnamita, de onde levaram mais de um milhão de kwanzas e roubaram bens diversos, cujo valor dos danos está avaliado em mais de dois milhões de kwanzas.











