No Kilamba Kiaxi - Polícia do bairro Malanjino acusada de "facilitar" marginais
No município do Kilamba Kiaxi, Distrito Urbano do Golfe, marginais dominam o bairro Balumuca/Malanjino, "recolhendo" produtos da cesta básica, no mercado da Teixeira, e cobrando dinheiro aos transeuntes, a qualquer hora do dia, mas de noite, torna-se mais perigoso.
Por: Cambuta vieira
Os moradores queixam-se dos constantes assaltos em plena luz do dia, que têm ocorrido na praça da Teixeira, sobretudo quando o bairro regista situações de óbito. A isso se juntam interpelações anárquicas feitas por esses mesmos marginais que não perdoam a resistência das suas vítimas. Os transeuntes que passam pela ponte da vala que separa os municípios de Luanda e Kilamba Kiaxi têm sido o alvo fácil, longe dos olhares da polícia.
Paula Domingos, vendedora do mercado da Teixeira, diz ser demasiado elevado o número de assaltos que ocorrem em plena luz do dia sem que a polícia da esquadra do bairro Malanjinho tome uma postura de controlo ou contenção.
"Quando fui assaltada, apareceram apenas dois agentes da polícia que pretendiam fazer face a mais de 20 marginais, o que se tornou impossível, tendo a dupla de agentes fugido", contou, acusando esses agentes de terem jurado no terreno não defender a vítima porque os seus colegas estavam a dormir.
"Os marginais, quando chegam, carregam tudo que tiver em frente, a minha colega foi-lhe levado quase tudo; a polícia estava aqui a ver tudo e nada fez", lamentou.
Por sua vez, os moradores que têm feito o uso da ponte para a travessia, são obrigados a pagar uma taxa de 100 ou 200 Kwanzas para se deslocarem de um lado para o outro.
José Ancião, residente no bairro há mais de 20 anos, falou para o jornal NA MIRA DO CRIME que "com ou sem chuva por exemplo, eles estão lá na ponte a cobrar". "A polícia não faz nada, como estivesse em sintonia com os marginais. Noutros casos, a polícia prefere deixar os marginais criarem distúrbios e ficarem a interpelar os moto-taxistas de quem recebe dinheiro", acusou.
Há vezes que o cidadão, por não ter dinheiro prefere passar na água, mas os marginais não deixam. "Aí, ou pagas, ou vais dar volta", dizem.
A equipa deste jornal deslocou-se à esquadra local por duas vezes, sendo que na segunda vez, por volta das 14 horas e 30 minutos, o comandante não se encontrava. Em conversa com um efectivo da esquadra, em função das ocorrências criminais, este disse: "nós também temos vida, vamos fazer o que"?.











