Procura-se polícia: Enquanto o “comandante dorme” marginais (identificados) tomam de assalto o bairro Prenda
No município de Luanda, distrito urbano da Maianga, bairro Prenda, nas ruas do Laboratório, Ende, da Polícia e becos adjacentes, a onda de assaltos é a temática do dia, sendo que os criminosos estão bem identificados, e formam quartel de ataque mesmo junto a esquadra da polícia.
Por: Cambuta Vieira
Os assaltos ocorrem com maior frequência nas ruas acima citadas, o que tem preocupado os moradores do bairro Prenda, que dizem estar agastados com a situação.
Dona Margarida, moradora e vendedeira da pracinha que se encontra a escassos metros da esquadra da polícia, diz estar saturada com a situação, porque sempre que ocorre um assalto, e a polícia é accionada, os jovens são detidos mas minutos depois a mãe do próprio bandido paga, e o filho é solta.
"Os polícias fazem negócio com esses gatunos, porque não é normal, eles levam hoje e amanhã ou depois estão outra vez na rua a fazer outras vítimas", lamentou.
Por sua vez, dona Bela, nome fictício, explicou que os jovens delinquentes não têm medo da polícia, até as próprias mães são cúmplices dos filhos.
"Na semana passada, os efectivos da 8ª esquadra prenderam um grupo de jovens marginais do grupo Tira Pele, depois de uma semana, as mães fizeram de tudo para pagar os valores que cobraram, e os jovens foram libertados na quarta-feira, assim como é que fica", questionou.
Os moradores contam que existem dois grupos de marginais que actuam no bairro Prenda, nomeadamente “Os Tira Pele” e “Os Mascarados”.
“Os Tira Pele assaltam a partir das zero horas, eles passam pela rua da polícia, sobem da pracinha e montam o seu piquete na rua do Laboratório, rua da Ende e em alguns becos dessas mesmas ruas”, descobriram.
"Os Mascarado são novos aqui no bairro, eles entram em acção também a partir das zero horas, andam munidos de armas de fogo e armas brancas, eles não usam calçados, apenas andam de meia, rostos cobertos, usam três camisas e capuz para confundir a polícia e os moradores", denunciaram.
Relatam que no Banga-Sumo, os criminosos ficam debaixo das bancadas.
"Eles abraçam os teus pés, você fica sem jeito e tendes a cair, depois disso és bem sacudido".
No grupo “Os Tira-Pele”, o Na Mira do Crime descobriu que integram os malfeitores “Meia-Lua”, “Dobabulo”, “Sektxe” e o “Dapussy”.
Segundo os moradores, estes são tidos como altamente perigosos, e não têm hora de cometer assaltos, “eles chegam a cobrar valores aos transeuntes”, e justamente foi o que aconteceu com a repórter do NA MIRA DO CRIME, enquanto trabalhava no bairro
Meia-Lua e os seus comparsas exigiam que lhes dessem 200 kwanzas, sob pena de ser assaltada.
A equipa deste jornal deslocou-se até a referida esquadra, no sentido de ouvir o contraditório.
Lá, fomos informados por um agente da polícia que o comandante está de férias, e o seu sucessor identificado apenas por Celestino, encontrava-se em casa a descansar, isto por volta das 15 horas da tarde.











