Não vão perder tudo - Administração do mercado do Kicolo solidariza- se com vítimas do incêndio
Depois do incêndio devastador que consumiu cerca de 264 bancadas, provocando danos materiais avultados, a Direcção da Administração do mercado do Kicolo, no município de Cacuaco, reuniu com as vendedoras de materiais diversos, nesta segunda- feira, 28, em busca das melhores soluções para as afectadas
Por: Kihunga Bessa
Representadas por 15 senhoras, a reunião serviu para buscar soluções para aquelas que, neste momento, enfrentam grandes dificuldades para sustentar as suas famílias, situação agravada com o incêndio que teve lugar na madrugada de sábado, 26 do mês corrente naquele mercado.
Falando ao Jornal Na Mira do Crime, Ana Maria Alexandre e Paulina Nassoma Candundo, vendedoras de material de construção civil há mais de 10 anos, disseram que perderam 05 milhões de Kwanzas, como resultado do incêndio.
Quanto à reunião, disseram que serviu para encontrar um denominador comum entre elas e a administração do mercado e exigem que, pelo menos, fossem ressarcidas em 50% dos valores da mercadoria perdida.
"Diariamente, pagamos as fichas de 200 kwanzas e, mensalmente, 04 mil Kwanzas estipulados pela administração. Quero que, pelo menos, devolvam metade do nosso dinheiro para darmos sequência ao negócio", sugeriram, acrescentando que muitas delas têm maridos desempregados e acabam sendo o suporte principal no sustento dos seus filhos.
Ouvido por este Jornal, Timóteo Paulo Malanga, Administrador adjunto do mercado do Kicolo lamentou o sucedido, e diz ainda não haver uma soma monetária exacta dos prejuízos, mas reconhece serem vários milhões de Kwanzas, já que o incêndio foi de grandes proporções e que afectou cerca de 264 bancadas desde matérias diversos, tendo havido também 07 salões de beleza queimados deixando os seus proprietários sem o pão de cada dia.
Questionado sobre as causas do incêndio, aquele responsável garante que as equipas estão a trabalhar no sentido de se determinar as causas do incêndio.
A administração do mercado reportou a situação às instâncias superiores no sentido de darem subsídios para atender as vendedeiras.
Quanto aos espaços, o Administrador do mercado diz que estão a pensar no seu loteamento e dar um período de não pagamento das taxas, para que as mesmas se recuperem dos danos causados pelo fogo.
"Também estamos a bater as portas do BPC, no sentido de dar créditos às senhoras para que consigam adquirir os primeiros negócios e, desta forma, continuarem com as vidas normais de vendedoras ", garantiu.
O responsável aproveitou a ocasião para apelar as vendedoras no sentido de passarem a depositar os seus rendimentos no banco, para a sua segurança, lembrando que o mercado já possui uma dependência bancária do BPC.
Quanto ao diálogo permanente com as vendedoras, o responsável promete continuar nesta senda até a situação se resolver.











