Procura-se polícia no Lubango: Moradores do Mutundo acusam agentes da polícia de proteger criminosos
O número de crimes tem aumentado dia após dia em diversos bairros da cidade do Lubango, província da Huíla.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Segundo moradores ouvidos pelo Na Mira do Crime, essa situação deve-se à negligência dos efetivos da Polícia Nacional, que têm falhado em garantir a segurança da população.
No bairro Mutundo, os moradores e vendedores denunciam que alguns agentes da polícia estão a extorquir moto-taxistas e não só, que lutam pelo sustento diário, enquanto criminosos circulam livremente, sem qualquer repreensão.
De acordo com os denunciantes, quando um delinquente é detido e levado ao posto policial do Mutundo, é solto poucos minutos depois, sem qualquer explicação aos cidadãos que fizeram a captura.
"Nós moradores, entendemos que a polícia está a tirar proveito desses casos, protegendo amigos, familiares ou outras pessoas próximas", afirmam os denunciantes.
Mateus Domingos e Gabriel dos Santos apelam ao comandante municipal da Polícia Nacional no Lubango, Superintendente-chefe Amadeu Ferreira, para que resolva essa situação com urgência, caso contrário, ameaçam fazer justiça pelas próprias mãos, atacando tanto os agentes da polícia quanto os fiscais envolvidos em má conduta.
Segundo eles, as autoridades superiores estão cientes do problema, mas não têm feito nada para resolução.
Nos bairros como Chavola, Lalula e Nambambi, a situação não é diferente.
Os moradores explicam que crimes como assaltos a residências com uso de armas de fogo têm ocorrido à luz do dia e durante a noite, e os ladrões levam televisores, botijas, panelas e outros bens dos cidadãos.
Além disso, há críticas ao atendimento policial, quando ocorre um crime e se contacta a polícia, muitas vezes eles chegam tarde ou sequer aparecem, denunciam os residentes, casos que acontecem de madrugada, por volta da 01h, só recebem atenção pela manhã, entre 06h e 07h, quando os agentes policiais aparecem apenas para recolher dados.
Domingos Livongue, Graciano Tchinhama e António Dumbo, residentes no bairro Lalula, afirmam que a ausência de rondas policiais contribui para o aumento da delinquência.
Sem revelar o nome de grupos de marginais que actuam nestas áreas, os moradores apontam que as chuvas constantes e as festividades de final de ano têm contribuído para o aumento dos crimes, já que muitos buscam dinheiro de forma ilícita para aproveitar a quadra festiva.
Os cidadãos pedem maior agilidade na resposta às ocorrências e mais empenho na prevenção da criminalidade.
A polícia é responsável por garantir a ordem, segurança e tranquilidade da população, precisamos de rondas e atendimento eficaz para reduzir esses índices alarmantes, reforçam os moradores.
Em resposta às acusações relacionadas ao bairro Mutundo, o chefe do posto policial, primeiro subchefe Pompeu Hipólito Salupembe, negou as alegações, afirmando que há um mal-entendido por parte dos moradores em relação à actuação dos efetivos no combate à criminalidade.
Trata-se apenas de pessoas que pretendem descredibilizar o bom nome da polícia no bairro Mutundo, declarou.











