Polícia cruzou os braços na Maianga: Moradores do bairro Calemba encurralados por marginais
No município da Maianga, bairro Calemba, ruas da Antena, Lama, Adjamy e da Polícia, moradores acusam as autoridades policiais de cruzarem os braços, diante de uma incursão sem procedentes dos marginais, que cometem todo tipo de crime nas ‘barbas’ da polícia.
Por: Cambuta Vieira
Após denúncia feita por este jornal no mês de Outubro de 2024, passados mais de dois meses, o grito de socorro dos populares aumenta.
Segundo moradores, o índice de criminalidade tem crescido a cada dia, e os marginais fazem das suas a luz do dia, sem medo da polícia que ignora os apelos dos citadinos.
Tia Guida, como é tratada no bairro, falou para este jornal que os meninos estão bem identificados, muitos deles ficam na entrada do beco do Santana, a fumar liamba e a beber, em plena luz do dia, e todos são obrigados a se manter calados, sob pena represálias.
“Na manhã de terça-feira, 21 de Janeiro, aqui na rua da Antena, vimos o marginal identificado por Das Mamã a roubar um telemóvel e uma pasta de uma jovem que estava de passagem, não poderíamos falar nada, aqui a lei do silêncio impera”, lamentou.
Diakutuca é morador do bairro há mais de 10 anos, disse que tem sido cansativo ouvir sempre que os mesmos jovens é que assaltam as pessoas, que usam àquelas ruas para chegar aos seus locais trabalho.
"Essas últimas semanas o marginal Das Mamã fez assaltos como já é de hábito, a minha vizinha perdeu todo negócio, pastas e calçados, num assalto realizado na sua residência”.
Referiu que, o que lhes inquieta é que a polícia quase nada faz, “parece que ele foi detido na quinta-feira, mas tem sido frequente a sua ida e volta, coisa que não entendemos. Outro problema que se nota aqui na Calemba, é que os marginais são amigos dos polícias, eles sabem quem são e se conhecem, mas não fazem nada", acusou.
“A polícia tem vindo nas ruas, mas não com intuito de manter a ordem e a tranquilidade, mas sim para fazer o uso do álcool. Na rua da Lama, por exemplo, as moças não compram perucas, elas encomendam aos marginais”, denunciou.
Dona Rosa, viu o seu telemóvel digital a ser levado pelo marginal identificado por Mulamba, por volta das 19 horas e 15 minutos do último final de semana.
Os marginais que actuam no bairro estão identificados como “Das Mamã”, “Clarinho”, “Serginho”, “Paitara”, “Dobagu” e “Mulabá”, que segundo os denunciantes, usam armas brancas e de fogo.
Outro facto que tem inquietado os moradores, é o mal atendimento dos efectivos da polícia da esquadra local, e a demora para a entrega do número do processo.
Paula Lencastre foi vítima de assalto, os meliantes levaram o seu telemóvel de marca Vfone, no dia 23 de Setembro de 2024, na via pública, próximo a esquadra.
Paula conta que assim que chegou no piquete do SIC, foi destratada pelos efectivos, sendo que um deles chegou a dizer: "esse também não é telefone que assusta, aguarda aí".
“Depois de ter aberto o processo, na semana a seguir, fui para saber o número do mesmo, disseram vem a próxima semana, voltei na quinta-feira, 17 de Outubro, sem êxito, voltei na quinta-feira, 24 do mesmo mês, nada, voltei dia 17 de Dezembro, terça-feira, sem sucesso, na quinta-feira, 23 de Janeiro, voltei para lá, a procuradora me reparou debaixo para cima e disse que não podia fazer nada”, descreveu.
A equipa deste jornal deslocou-se até a esquadra da Madeira para ouvir o contraditório, por volta das 16 horas e 48 minutos de quinta-feira, 23, e fomos informados pelo efectivo que se encontrava na esquadra que o comandante estava no ginásio a cuidar da sua boa forma física.











