Grito de Socorro: Moradores do município do Hoji-ya-henda preocupados com elevado índice de assaltos na via pública e lutas entre gangues
Há muito que os moradores do bairro Mabor, rua dos Generais, Beco da RC e rua do Caniggia Jakson, reclamam de constantes assaltos, luta entre gangues, com recursos a armas brancas a qualquer hora do dia.
Por: Solange Figueira
O município do Hoji-ya-Henda, segundo moradores, tornou-se uma terra sem lei, onde grupos devidamente identificados, perturbam o sossego e a paz dos moradores, cometendo crimes graves.
“Eles assaltam, lutam e abusam sexualmente as jovens, o que mais pesa é que os grupos estão devidamente identificados”, atirou um morador.
Identificou os grupos “Os Chommana” e “Os Wowo”, que travam lutas todos os dias contra os grupos da rua do posto médico 11 de Novembro, na divisão do Kima Kieza, identificados como “Os Gb” e os “Água Água”.
De acordo com os moradores, a partir das 16 horas, ninguém pode passar nas ruas acima mencionadas.
“A semana passada várias residências foram vandalizadas com catanas, pedras e garrafas, os marginais arrancaram portas e janelas de várias residências”, denunciou o senhor Mateus, morador do município há mais de 20 anos.
“Os marginais ditam às regras como se fossem os donos do município”, lamentou, sublinhando que, quando chove, se a rua estiver alagada, são obrigados a pagar 50 ou 100 kwanzas aos meliantes, para passarem nas zonas que estiverem secas ou colocadas “pedras de passagem”.
“Está muito mal, os gatunos parecem praga, vivo aqui há mais de 20 anos com a minha família, e estamos atormentados, a polícia aqui não trabalha, sentimos que os marginais são chefes deles, só não saio deste bairro por não ter onde ir morar", frisou.
Dona Maria, disse ao Na Mira que, os marginais, para além de assaltarem e lutarem, também abusam sexualmente as jovens.
"Desconfiamos que os criminosos trabalham com feitiço, não é possível que num país onde há leis, eles fazem o que bem entendem, é demais, já não aguentamos”, suspirou.











