Durante vigília: Marginais assaltam igreja (no Nzamba 1) agridem o pastor e disparam contra os fiéis
Às ruas 03 até a rua 12 no bairro da Comissão do Cazenga (Nzamba 1), distrito urbano do Tala Hady, município do Cazenga, têm sido palco de constantes assaltos a madrugada.
Por: Cambuta Vieira
Segundo moradores que contactaram o Na Mira do Crime, o pico de assaltos começou no dia 14 de Janeiro do ano em curso, na rua 09, por volta da 1 hora da madrugada, quando a residência da cidadã Cacilda estava a ser assaltada por marginais munidos com armas de fogo.
Segundo vizinhos que pediram anonimato, ouviram barulho que poderia de um disparo de arma de fogo, “o meu sobrinho ouviu também o mesmo barulho e deduziu que a vizinha estava a ser assaltada”.
“Ficamos todos apavorados, depois ouvimos outro barulho e o cão do quintal começou a ladrar, era um total de 15 ou 16 rapazes que invadiram a casa. Não estavam encapuzados, eles carregavam armas de fogo e arma branca, outros carregavam mochilas e exigiam dinheiro à vizinha”, recordou.
“Eles levaram 78 mil e 400 kz e outros meios domésticos como botija, televisão, telemóvel e alguns alimentos de negócio que eu fazia”, contou a vítima, que viu-se obrigada a abandonar a sua residência em busca de segurança.
No dia seguinte, contam, voltaram a atacar duas casas na rua 09. “São coisas que acontecem todos os dias, num horário diferenciado, não sabemos quem é que tem fornecido as informações, só sabemos que os assaltos começam a partir das 23 hora ou 01 hora”, alertaram.
“Levaram duas tvs plasmas, duas botijas, dinheiro, perucas entre outros”. Explicaram que os marginais sabem que casa assaltar e vão com detalhes.
“Sabem que tens dinheiro aguardado, se não dares matam-te, a ti ou um dos teus filhos, depois ainda te podem violar, chegaram ao ponto de rasgar a roupa da senhora Cacilda”, lamentaram.
Segundo os moradores, os meliantes fazem ronda no bairro, quando a polícia passa, ele vão assaltar em outro lado do bairro.
“Há pouca ronda da polícia, os marginais nem se dão o trabalho de usar o pé de cabra, eles usam pedras”, afirmou dona Selemba, que reside no bairro há mais de 10 anos e viu a sua residência a ser ‘visitada’ pelos bandidos.
"Tudo aconteceu muito rápido, quando eram por volta das 02 hora da manhã, eles arrombaram o portão de casa com uma pedra muito grande, já no interior do quintal romperam a porta, quando me espantei, eles já tinham entrado e acenderam a lâmpada", recordou.
informou que os que entraram em casa eram cinco elementos, todos encapuzados.
“Enquanto dois estavam na sala a desmontar a tv e a botija, os três ficaram comigo no quarto, o que estava armado estava no quintal, os que entraram em casa estavam munidos de armas brancas. Seguraram-me e disseram para eu entregá-los o telefone e dinheiro, comecei a gritar, e um deles deu-me uma chapada na cara e caí”, detalhou.
O comparsa meteu a mão na bolsa e tirou mais de 20 mil kz.
"Levaram o plasma e a botija, enquanto assaltavam a minha casa, outros comparsas faziam o mesmo com a minha vizinha, onde tiraram uma botija, uma coluna de som, um plasma de 43 polegadas, e na sua retirada efectuaram dois disparados”.
Contam que, desde Dezembro estão a registar estes episódios, e os marginais fogem pela linha- férrea, em função dos becos existentes no bairro.
"Os efectivos não se fazem presente, a partir das 17 horas, a bandidagem sobe, tem sido algo frequente, ou seja, de dia a polícia trabalha, de noite os marginais entram em acção”.
Avançaram que na madrugada de quinta-feira, 13, três elementos, encapuzados, munidos de uma pistola e uma AKM, cano serrado, fizeram-se no interior da igreja “Boa-Nova Cidade dos Campeões”, localizada na rua 04, quando os fiéis se encontravam em vigília, e levaram consigo 07 telemóveis de marcas diversas, uma peruca, uma ventoinha, três pares de fato, e 125 mil kz.
Na retirada, contam, um dos bandidos deu dois socos da cara do pastor, não satisfeito, na sua retirada efectuaram três disparos, mas, felizmente não atingiram ninguém.
Quem são os bandidos?
O Na Mira do Crime sabe que os marginais são velhos conhecidos da polícia, identificados como “Bad Jony”, “Parte Caco” e “Kelson”, trazem os grupos do Rangel e do Cazenga, arredores do sete e meio.
A equipa deste jornal contactou, por via telefónica, o Comandante Municipal da Polícia no Cazenga, Superintendente-chefe “Didi”, e este explicou que, de facto, "existem casos que são ocorrências não consumadas, mas, pelo pânico o cidadão diz ser assaltado”.
Explicou que o Cazenga-Popular tem sido uma zona muito intervencionada pelas forças da ordem, “nós temos vários planos em curso, fizemos um diagnóstico em todo município, fizemos um cronograma de acção que está a ser observado. O seu cumprimento e o plano de acções de proximidade, é o combate as rixas e reprimir a criminalidade", finalizou.











