Procura-se jovem da Huíla acusado de furtar motorizada depois de acolhido pelo proprietário em Benguela
Um cidadão nacional identificado apenas por "Augusto", de 32 anos de idade, natural da Matala Província Huíla, que exercia actividade de cobrador de um mini-autocarro de marca Coaster, está a ser acusado de roubar uma motorizada de marca Apollo, cor preta, no dia 14 do mês em curso, na Província de Benguela, aproveitando -se da bondade do proprietário que lhe acolheu durante dois meses.
Segundo Rosário Afonso Muteca, proprietário da motorizada, o facto ocorreu quando o jovem exercia actividade de cobrador de um autocarro e foi abandonado pelo motorista na zona do Mira Mar, município dos Navegantes, devido a uma avaria que se registava na viatura, e passava as noites numa padaria com os seguranças que, por sinal, também eram seus amigos.
"Como sou amigo dos seguranças, um dia desses ele contou a sua história e comoveu me então procurei ajuda-lo", disse.
A vítima conta que, às vezes, lhe convidava a participar nas compras dos materiais da sua obra, e depois dando-lhe alguma gorjeta para pôr no bolso, e orientou a esposa para passar apoiá-lo em termos de alimentação, desde o pequeno almoço, almoço ao jantar.
Afirmou também que depositou nele muita confiança que até chegou mesmo a dar vestes e roupa de cama.
A mãe da vítima instou o filho a dar dinheiro ao jovem para poder regressar junto da sua família.
O pedido foi aceite e deram-lhe 18 mil kwanzas para a sua passagem e para puder comprar qualquer coisa para comer durante a viagem.
Essa ajuda, entretanto, foi considerada exígua pelo beneficiário que alegou ter encontrado uma vaga de emprego numa padaria em que pernoitava.
Viu na proposta uma oportunidade de angariar mais dinheiro e, assim, poder ajudar a família.
"Tendo as palavras do jovem demonstrado que não estava interessado em partir tão cedo, dei-lhe apenas 03 mil kwanzas, em vez de 18 mil, sem suspeitar dele", disse.
O entrevistado lembra que a cena começou quando recebeu a sua motorizada do motoqueiro por falta de cuidados e do alicerce da casa elevado que dificultava, todos os dias, fazê-la entrar.
Atento ao caso, o jovem foragido sugeriu que a motorizada passasse as noites no quintal da padaria onde passava as noites.
Na óptica do proprietário da motorizada, a ideia não era tão má e aceitou a proposta. Passados alguns dias, decidiu inteirar-se do estado do meio de transporte, mas não o encontrou assim como o jovem que o controlava.
"Pensei que ele foi apenas dar uma volta, e aguardei um pouco, mas ele não voltava. Mais tarde, algumas crianças disseram que o indivíduo provavelmente já terá regressado para junto da família”. Até ao momento, a vítima não abriu nenhuma participação porque acredita que o jovem que levou a sua motorizada pode aparecer.











