Marginais espalham terror e violam mulheres e crianças nos bairros Sapú 1, 2 e Casas Azuis: Moradores lamentam fraco trabalho da polícia no território
No município de Talatona, distrito urbano do 11 de Novembro, bairros Sapú 1 e 2, assim como nas Casas Azuis, têm sido palcos de constantes assaltos a mão armada, protagonizado por marginais, e a população acusa a polícia de cruzar os braços, ante a ousadia dos bandidos que não têm hora nem local para causar o pânico.
Por: Cambuta Vieira
O grito de socorro vem dos moradores das zonas acima citada que procuraram o Na Mira do Crime, para denunciar os factos.
Dizem estar preocupados com elevado índice de assaltos realizados em plena luz do dia e no calar da noite, perpetrado por marginais devidamente conhecidos pela polícia.
Adélia Africano, moradora da zona das Casas Azuis, falou para o NA MIRA DO CRIME que os assaltos têm sido frequentes, e a população não consegue dormir quando escurece.
“Eles quando chegam para assaltar levam tudo, fazem-se acompanhar de motorizada de três rodas para facilitar o carregamento, e como se não bastasse, também violam as mulheres, não soubemos para onde recorrer, a esquadra é essa que não mostra trabalho”, denunciaram.
Paulo, outro morador, relatou que o bairro não tem policiamento, e os efectivos ficam apenas na esquadra a se exibir.
“Não rondam o bairro, trabalho que é bom não mostram, não sei o que é que a comandante quer neste momento, nós como moradores estamos cansados com esta situação, estamos a ser surpreendido em nossas casas pelos marginais, estamos proibidos de andar em nosso próprio bairro, o serviço da polícia não se faz sentir nesse bairro, já são mais de 15 casas assaltadas este ano”, alertaram.
Tichino, foi vítima dos marginais no ano passado, até hoje vive com sequelas, em função de esfaqueamentos sofrido, na região da cabeça, costas e barriga, ele conta que eram mais de 8 elementos, alguns encapuzados, que se introduziram no interior da sua residência.
“Fui em defesa da minha família, e fui agredido brutalmente com armas brancas, e fiquei internado por dois meses, hoje vivo a base de medicamentos em função das sequelas”, lamentou.
A vítima conta ainda que, no momento da acção dos marginais, estes levaram consigo três tvs plasmas, cinco telemóvel digitais, fogão, geleira, três botijas entre outros meios.
No entanto, lamenta que até hoje a polícia se remete ao silêncio.
Os munícipes estão abandonar o bairro em função da criminalidade, dizem que até mesmo moradores que são efectivos das FAA e da PNA não são poupados pelos marginais.
Pembele, nome fictício, contou que no passado domingo, 19 de Janeiro, por volta das 03 horas da madrugada, um grupo de mais de 8 elementos, alguns encapuzados, munidos de quatro armas de fogo do tipo AKM, cano serrado e duas armas branca.
“Entraram em minha casa, depois de arrombarem a porta com blocos e pé de cabra. Assim que entraram, fui amarrado com atadores, deitaram-me no chão, e um deles apertou-me para não escapar, enquanto o outro apontou-me com a pistola na testa, exigiam dinheiro e cartões multibanco com os respectivos códigos", recordou, acrescentando que, um deles avisou que se o pin fosse errado, seria executado aí mesmo.
“Ele saiu fora e confirmou por meio do TPA que o PIN era verdadeiro, levaram 300 mil que estava no multibanco”.
António, nome fictício, de 21 anos de idade, estava de visita em casa dos seus pais, não foi poupada. Ela conta que estava no quarto, sob a mira de uma arma, quando um dos marginais mandou-lhe mudar e disse não grita, começou a abusá-la sexualmente.
"Eles entraram no quarto e exigiam dinheiro, eu tinha 22 mil kz, lhes dei, um deles disse, você é boa, não se mente, ficas tipo não namoras, muda agora, não refila, deita só na cama", narrou, acrescentando que foi abusada por três bandidos.
Não satisfeitos, levaram consigo a tv plasma, duas garrafas de gás butano, cinco telemóveis digitais, um descodificador da ZAP, frescos que estavam na arca, cervejas e bebida quente.
Segundo a nossa entrevistada, uma outra vizinha terá saído de casa a pensar que o bebé da vizinha que estava a ser assaltada tinha piorado, uma vez que estava doente.
“Quando se deparou com elementos armados, decidiu voltar, mas um dos marginais perguntou se ela corria mais que a bala”.
Pegaram a senhora de 45 anos de idade, levaram-na em sua casa, e sob a mira de uma pistola mandaram-na mudar e foi violada sexualmente.
Na saída, levaram consigo produtos da cesta básica.
Frazão Leba, outra vítima, explicou quando a sua residência foi assaltada acabava de chegar de viagem.
“Deparei-me com a minha família em choros no quintal, perguntei o que havia, e a minha esposa disse para entrar e ver o que havia acontecido”.
Avançou que eram 07 elementos, 04 com armas de fogo do tipo AKM cano serrado, e 03 com armas brancas, pediam dinheiro, ameaçando que se a sua família não desse o dinheiro, haviam de violar uma bebé de apenas 1 ano e 04 meses de vida.
“Eles pediram a minha esposa que mudasse a bebé para ser violada caso não aparecesse o dinheiro", deplorou.
A mãe, com receio, entregou os valores que tinha, eram 236 mil kz, não satisfeitos, levaram todo negócio da senhora, dois telemóveis digitais, tv plasma, botija, roupas e calçados, mas, não antes sem deixaram um recado… "vamos voltar para levar as janelas e portas de caixilharia".
“O que me espantou é que eles estavam bem a vontade, ligaram a tv para assistir, ainda comeram sem preocupação de nada. O mais engraçado é que quando fomos até a esquadra das Casas Azuis, encontramos os polícias em sono profundo, a esquadra toda aberta, com se fosse armazém, se fosse para roubar, nós levaríamos as armas todas à vontade”, denunciou.
Passado mais de uma semana, os moradores lamentam que o efectivo do SIC apenas identificado como Danilo, da referida esquadra, e que está com o caso, não diz absolutamente nada, “quando vamos para lá, nos faz pouco, nós questionamos o que é que ele quer, dinheiro para fazer o seu trabalho”, questionaram.
Segundo os entrevistados, a esquadra nunca recuperou algum bem roubado e devolveu ao cidadão.
Durante a nossa estadia no terreno, identificamos os grupos de marginais que actuam na zona.
Denominam-se “Depilhante”, liderados pelos bandidos “Lovura” e “Delson Py”, que têm liderado os assaltos no bairro. Estes dizem não terem medo de nada, nem dá polícia.
A equipa deste jornal deslocou-se até a esquadra das Casas Azuis, às 16 de terça-feira, 25, no sentido de ouvir o contraditório, lá fomos informados por um agente que a comandante foi dispensada.











