Chinho, Zezinho, Lindo, Patchitcho, Sandro, Van-Dúnem, Jassy: Marginais fazem do vai e vem à esquadra uma oportunidade para anular as acções da polícia no Cazenga
Município de Cazenga, bairro do Zamba 1, ruas do Patrício, Arreiou, António Carneiro, da Mala até à pracinha, tem sido lugar de assaltos em plena luz do dia e no calar da noite protagonizados por marginais altamente perigosos, conhecidos pela polícia do comando municipal. Os autores deste clima de tensão estão bem identificados e já tem passagem pelas esquadras da polícia, que se apresenta inerte.
Por: Cambuta Vieira
A denúncia vem dos moradores das zonas do Patrício, António Carneiro, da Mala, Arreiou, até à pracinha, localizados no bairro do Zamba 1, que se queixam de constantes assaltos perpetrados pelos marginais que residem no referido bairro, que fazem desses locais o seu ganha pão, perturbando a ordem e tranquilidade dos munícipes.
Avó Maria, de 73 anos de idade, residente no bairro há mais de 40 anos, falou para este Jornal que "os meliantes são filhos do Cazenga, nós lhe vimo-los a nascer, crescer e a se tornarem gatunos, conselhos é que não faltavam, mas os nossos netos de hoje em dia, pedem para que a avô não se meta nas suas vidas".
Ela lamenta o facto de ter perdido, no ano passado, o seu neto Paizinho que, em vida, fazia parte do mundo do crime, tendo sido assassinado pelos amigos do alheio, e o seu corpo encontrado estatelado na via pública.
Nsinga, nome fictício, morador da zona, disse que, certo dia, às 18 horas, tão logo chegou do serviço, viu Van-Dúnem junto com o Patchitcho e o Zezinho a assaltarem uma senhora de aproximadamente 60 anos de idade, que regressava à casa com o seu negócio e jantar para os filhos.
"Deram uma rasteira à senhora, e bateu com a cabeça no passeio, tendo os indivíduos se posto em fuga com o negócio e o dinheiro da senhora. Foi chocante ver aquilo, e é ainda, mais triste, é saber que a maior notícia que sempre o bairro regista é sobre algo do gênero”, constatou.
"O nosso descontentamento vem indiferença da polícia da esquadra da Lendinha, que cruza os braços ante às inúmeras queixas que recebe. O comandante daquela esquadra conhece muito bem esses bandidos, mas nada fazem”, acusam os moradores, atormentados com o desafio dos maginais: “podem queixar-se onde quiserem. Aliás, os ‘bongó’ (polícias) são nossos borrachos".
Paula, nome fictício, disse que, em Dezembro de 2024, foi agredida brutalmente mesmo grávida. Os marginais não queriam saber do seu estado, porque ela tê-los ia denunciado à polícia.
Na rua do Patrício, os assaltos ocorrem frequentemente, não importa a hora, em função dos carros que circulam às noites, e por ser uma oficina, os marginais aproveitam fazem dela um esconderijo.
Muitos desses marginais têm dupla personalidade: de dia, são lotadores de táxis, nas famosas paragens do tanque, do Zamba 1 e da Cuca. Com o dinheiro angariado, compram cigarros, estupefacientes e bebidas alcoólicas, para que, no calar da noite, sob efeito desses produtos se “transformem numa espécie de domínios”.
A equipa deste jornal, deslocou-se até ao comando municipal do Cazenga e foi por um efectivo que o comandante não havia se feito presente, desde as primeiras horas do dia.











