"Os Pc", os "Da Mata", os "Bamblo A", os "Favelados” - Conheça os grupos de marginais temidos pela polícia do Sequele
Os moradores da zona do Baia, km 30, município do Sequele, província de Icolo e Bengo, temem pelas suas vidas face ao recrudescimento da criminalidade, consubstanciado em assaltos na via pública e residências com recursos a armas de fogo. O que mais assusta é o facto de a polícia conhecer os marginais, mas não faz nada para travá-los
Por: Kihunga Bessa
Depois de várias denúncias, o Na Mira do Crime deslocou-se até àquela zona onde ouviu a voz dos habitantes há mais de 20 anos, como Daniel Vasco, Josimar Fernando, Beatriz Afonso, que dizem ser uma ficção falar de sossego naquela circunscrição.
"Aqui, os assaltos não têm hora nem dia; não conseguimos dormir porque os marginais actuam com recurso a armas de fogo e fazem várias vítimas", contaram.
Durante a nossa reportagem, foi possível identificar nomes de alguns grupos e seus integrantes considerados os mais perigosos que, inclusive, são temidos pela polícia. Trata-se dos grupos: "Os Pc", os "Da Mata", os "Bamblo A", os "Favelados", entre outros.
"De Entrá", " De Roubá", "Bebe me Deixa", " são lideres dos grupos. Outro bandido mais temido pela polícia local é "Babi", que, segundo os moradores, recentemente, ele e comparsas terão realizado um assalto no interior de uma residência onde terão posto um bebé na arca e em troca desse acto bárbaro pediam que lhes fosse dado uma arma por saberem que a casa em questão pertencia um agente regulador de trânsito.
Aqueles moradores foram mais longe ao informarem que os marginais têm como local de preferência de actuação as paragens de táxi na zona do Platon e casas de bebidas denominadas tia Dó, Mariazinha, Creche dos Adultos e Bar 18.
Salientaram ainda que andar de noite no Baia é bastante perigoso, sendo que os marginais são useiros nas práticas ilícitas. A situação é do domínio das autoridades local que, não raras vezes os detêm e os soltam horas depois. "Falando da criminalmente no Baia é bastante complexo, porque aqui os assaltos nunca terminaram. Pelo contrário, só aumentam", afirmaram.











