Quadrilha rapta cidadão mauritaniano no “Ginga Cristina” e exige 2 milhões de kwanzas para resgate
Quatro cidadãos nacionais com idades entre 33 e 39 anos de idade, que simulavam serviço de táxi em Luanda para assaltar passageiros, foram detidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), por conta dos seus efectivos destacados no município de Viana, após a quadrilha ter raptado um cidadão de nacionalidade mauritaniana e exigido 2 milhões de Kwanzas ao pai da vítima para o seu resgate.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os factos narram que, no passado dia 21 de Março do ano em curso, por volta das 07 horas, na zona do Ginga Cristina, Luanda Sul, a quadrilha, como habitual, simulava o serviço de táxi com uma viatura de marca Hyundai, modeo I10, cor preta, com a chapa de matrícula LD-84-71-F1.
O cidadão mauritaniano, de 22 anos de idade, no intuito de pegar um táxi para o mercado do 30, subiu na referida viatura e acabou por ser raptado.
O Superintendente-chefe Manuel Halaiwa, Porta-voz do SIC - Geral, avançou que o cidadão raptado reside no país com o seu pai, que por sinal exerce actividade mercantil no mercado do 30.
Durante a permanência sob custódia dos marginais, o cidadão foi molestado, e então decidiu colaborar com os raptores, fornecendo o contacto telefónico do seu pai.
Após manter contacto com o pai da vítima, os criminosos exigiam a entrega de 2 milhões de Kwanzas para o resgate.
"Ligaram para o pai da vítima exigindo 2 milhões de Kwanzas para o resgate, e este, por sua vez, fez-nos a denúncia e foram desenvolvidas acções para a possível detenção dos envolvidos, que determinaram a ponte do 25 como ponto para a recepção do dinheiro”.
De acordo com o oficial, foi-lhes entregue apenas 700 mil Kwanzas e, após a recepção do dinheiro, libertaram a vítima e retiraram-se do local com a viatura.
Numa acção estudada, os efectivos do SIC perseguiram os implicados, que culminou na detenção dos indivíduos.
"Durante a perseguição, foi preciso efectuar alguns disparos contra a viatura que os transportava, sendo que um dos disparos atingiu a jante do pneu de frente do lado direito, e o outro atingiu a porta do motorista”, explicou.
Já nas mediações da ponte amarela, em Viana, foi possível imobilizá-los e proceder a detenção dos indivíduos.
Em entrevista ao Na Mira do Crime, um dos integrantes do grupo explicou que o furto de telemóveis tem sido uma das suas principais acções criminosas, e que a viatura usada pertence ao amigo de um dos integrantes do grupo, também detido, que recebia 20 mil Kwanzas como recompensa.
"O meu amigo recebia o carro e mentia ao dono que era para apoiar estrangeiros, mas usávamos para roubar telefones e carteiras de bolso das pessoas que subiam na viatura", confessou.
Acrescentou que, durante o acto um deles sentava no banco de frente, ao lado do motorista e dois sentavam no banco de trás.
“Assim que entrasse alguém, o motorista passava a falsa informação de que a porta estava mal fechada, e na tentativa de abrir e voltar a fechar retirávamos o telemóvel ou a carteira", revelou.
Na sequência, o motorista simulava que já não continuaria com o percurso, e o passageiro descia, mas já sem o artigo no bolso.
O Na Mira do Crime soube que os marginais actuam em várias artérias de Luanda, principalmente em Cacuaco, Benfica, Camama, Ramiros, Viana e Mutamba.
Com eles foram encontrados, para além do dinheiro do resgate, cinco telemóveis; três analógicos e dois digitais e quatro carteiras de bolso.
Manuel Halaiwa aconselhou os munícipes a terem o maior cuidado quanto ao uso de viaturas pequenas a serviço de táxi, para que não possam cair em situações que coloquem em risco a sua integridade física.
"Continuaremos a trabalhar no sentido de deter todos aqueles que continuarem com as mesmas práticas, é importante que os passageiros, antes de subirem numa viatura em serviço de táxi, observem com a máxima atenção todos os pormenores das pessoas no interior da mesma, de modo a prevenir situações semelhantes", aconselhou.











