Assaltos à mão armada na última paragem do Zango-3 preocupa moradores
Na província de Icolo e Bengo, na última paragem do Zango-3, a onda de assaltos à mão armada tem crescido exponencialmente, sendo os mais visados os jovens que exercem actividades de moto-táxi.
Por: Solange Figueira
O caso mais recente ocorreu na última quarta-feira (19), quando um moto-taxista, identificado apenas por Domingos, de 28 anos de idade, transportando passageiro, foi interpretado por meliantes e, posteriormente, baleado com dois tiros na região do tórax, tendo morrido de imediato.
A vítima é proveniente da província de Benguela e estava em Luanda a trabalhar.
Segundo os colegas, o óbito está a ser realizado na sua terra natal.
Beto, moto-taxista, conhecido do malogrado, contou que trabalha na última paragem do zango-3, e denunciou que há vários anos são vítimas de assaltos, porém, é a primeira vez que um dos seus amigos foi assassinado.
"É hábito nos assaltarem, mas é a primeira vez que alguém próximo a nós morre nas mãos dos gatunos, esta paragem de noite fica toda escura, se ainda continuamos a trabalhar aqui é devido as necessidades financeiras, aqui dá medo", desabafou.
"A polícia não se importa com os gatunos, ficam preocupados apenas em nos prender quando estamos a trabalhar, com o objetivo de nos mixarem", denunciou.
Os Moradores e passageiros contaram ao Na Mira do Crime que a falta de iluminação pública naquela zona, tem sido umas das maiores razões dos assaltos, sobretudo no colégio Sandiney e na paragem em referência, os mesmos apelam a ENDE no sentido de resolver a situação com urgência.
"Os marginais andam livremente no bairro, principalmente durante a noite, munidos com armas de fogo e armas brancas", revelaram.
Segundo o senhor Carlos, morador da rua do Colégio Sandiney, o local é demais perigoso, e devido a escuridão, os marginais tornaram a zona num esconderijo e ponto de assalto.
"Estamos aflitos com esta situação, os assaltos estão exagerados, não sabemos onde recorrer", reclamaram.
Contam que muitas vezes viajam em trabalho, deixamos as esposas e filhos em casa, sozinhos, "com estes assaltos e mortes, estamos todos com medo, peço a polícia local que intervenha e a ENDE que reponha a iluminação, senão vamos todos morrer", apelaram.











