Segurança está em fuga: Marginais assaltam empresa de produção de calçados e roubam mercadoria avaliada em mais de 100 milhões de kwanzas
Na noite de sábado, 19, cerca de cinco elementos munidos de armas de fogo, realizaram um assalto na fábrica de chinelos denominado "Organização Jovambo", situada na província do Bengo, a escassos metros do posto policial do Panguila Velho, onde terão amarrado os seguranças e roubado mercadorias avaliadas em mais de 100 milhões de kwanzas.
Por: Kihunga Bessa
Falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, um funcionário da empresa que pediu anonimato explicou que tudo aconteceu por volta das 20 horas e 40 minutos de sábado, 19, quando um dos três seguranças internos que guarneciam o local, saiu e deixou o portão aberto.
Minutos depois, cinco elementos, sendo um encapuzado incluindo o guarda que havia saído do local, entraram no interior das instalações e imobilizaram os demais seguranças.
“Levaram-lhes até a um local isolado, por detrás da fábrica e fitacolaram a boca e ataram os membros superiores e inferiores dos dois seguranças”, explicou.
Em acto continuo, os marginais introduziram no interior da fábrica um camião, arrombaram todas as portas dos escritórios onde subtraíram 25 mil kwanzas, um telemóvel e outros pertences. Depois disso, arrombaram as portas dos armazéns, onde subtraíram mais de 300 caixas contendo cerca de 9 mil pares de calçados diversos, estimados em mais de 100 milhões de kwanzas.
“Acreditamos que para além do segurança havia mais alguém que funciona na linha de produção, porque das mercadorias que levaram, escolheram as que têm mais saídas no mercado", revelou a fonte, acrescentando que a acção dos meliantes durou duas horas e 30 minutos, e os responsáveis da empresa só tomaram conhecimento depois da meia-noite.
“Os dois seguranças conseguiram se soltar e anunciaram os patrões, um deles chegou no local por volta das 3 horas da madrugada e ainda tentou buscar ajuda no posto policial do Panguila velho, mas infelizmente não havia nenhum efectivo naquele posto”, lamentou.
“De seguida dirigiu-se para esquadra do Panguila, no Sector 9, apenas também só havia um agente da Polícia Nacional que alegou já terem domínio do caso, e terá afirmado que os seus colegas estavam no local naquele momento”.
Os dois seguranças foram levados à esquadra do Panguila no Sector 9, nas primeiras horas de domingo, onde participaram a ocorrência, e depois foram colocados em liberdade.
No entanto, os responsáveis da empresa acham esta atitude da polícia e do SIC menos correcta.
“Estamos achar estranho, estamos indignados com o procedimento do Serviço de Investigação Criminal, que soltou as testemunhas sem antes irem mais ao fundo, clamamos ajuda dos órgãos competentes para que os autores sejam encontrados e responsabilizados criminalmente”, pediram.
Sublinha-se que o segurança supostamente envolvido no roubo continua em parte incerta.
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Este jornal contactou o porta-voz do SIC-Bengo, Miguel Correia, que disse ter domínio da situação. Avançou que diligências estão em curso no sentido de deter os criminosos e esclarecer o crime o mais rápido possível.
Quanto aos seguranças que foram amarrados, Miguel Correia informou que, de acordo com a dinâmica do crime e as circunstâncias, esses indivíduos na linha da investigação, até ao momento, qualificam- se como vítimas.
“O facto de terem ido para casa, não significa que não são peças fundamentais na investigação, tanto que eles foram notificado para aparecerem na terça-feira, 22 , porque notou-se que no ponto de vista psicológico não estavam em condições para prestar depoimentos ", concluiu.











