Polícia e SIC ‘perdem rede’ no KM-9: Bandidos fortemente armados assaltam residência de oficial superior da PNA e levam pistola e cem munições
Sete elementos fortemente armados com três arma de fogo do tipo AKM, cano cortado e duas pistolas, assaltaram, na madrugada de terça-feira, 22, a residência do Director Nacional da Gráfica da Polícia Nacional, Superintendente-chefe Eduardo Cayunga, onde levaram uma pistola de marca Jericho e outros meios. O facto ocorreu na rua do Comércio, bairro Grafanil, no município de Viana.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com uma fonte familiar que falou ao Na Mira do Crime, os marginais escalaram o muro do quintal e, posteriormente, arrombaram uma das janelas da residência que dá acesso à sala.
Tão logo o oficial superior despertou, foi surpreendido pelos marginais que o apontaram uma arma na cabeça, e foi imobilizado.
De seguida, sob ameaças de morte, vasculharam a residência do polícia, alertando que a família do oficial seria sacrificada caso pedisse ajuda.
“Molestaram, fizeram reféns os filhos, a esposa e o irmão do oficial, durante alguns minutos. O irmão dele foi agredido com vários golpes de arma e objectos contundentes, e ficou ferido em algumas regiões do corpo, foi suturado e levou 16 pontos na perna”, explicou a fonte.
Este jornal sabe que, na sequência, e depois de a família não mostrar resistência e implorar que não acontecesse o pior, os bandidos levaram a pistola do efectivo da PNA do tipo Jericho, assim como duas caixas de bala, cada uma contendo 50 munições; um par de farda de campanha; cincos telemóveis de marca diversos; quatro cartões multi-caixas do Banco BIC, BFA, BPC e BAI; um computador portátil e 98 mil kwanzas.
A fonte disse que alguns dos bandidos estavam encapuzados, pelo facto de supostamente residirem naquele bairro, ao passo que os outros elementos como não são da zona, apareceram com o rosto descoberto.
A vizinhança aponta como os principais suspeitos do assalto, os bandidos "Mana Minga", "Manda Foder" e "Bala Ndoji", e "De Picá", este último lotador de táxi na paragem da Bela Vista, os referidos marginais terão realizado a acção com ajuda dos seus comparsas oriundos de outras zonas.
Dados apurados pelo Na Mira, dão conta que os meliantes já identificados, residem na rua do Comércio, bairro Grafanil, e têm várias passagens pela polícia, precisamente na esquadra do KM-9, Comando Municipal do Cazenga e na Comarca de Viana.
Os mesmos suspeitos quando realizam assaltos, nas suas zonas de conforto, convidam bandidos de outros locais e eles aparecem mascarados para não serem descobertos.
O Na Mira do Crime sabe que na madrugada desta quarta-feira, 23, houve mais um assalto numa residência, ocorrido na rua "João Nogueira".
Os populares estão agastados com a polícia da esquadra do Km-9, sobretudo o chefe de brigada do Serviço de Investigação Criminal (SIC) que, até este momento, não consegue esclarecer os assaltos com recurso a arma de fogo ocorridos naquela circunscrição, bem como os efectivos da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), estes que os seus efectivos são tidos como "medrosos", por não aceitarem deslocar quando há uma ocorrência.
Por outro lado, aqueles populares questionam-se "se em casa de um oficial superior acontece esse tipo de assalto e a polícia 'cruza os braços', como será de nós, simples cidadãos?", indagaram, tendo ainda acusado os efectivos da esquadra do KM-9 como sendo “a casa” onde os bandidos entram e saem "mais felizes".
Quem também não foi poupado são os efectivos da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP), que, até então, haviam sidos elogiados por este jornal pela forma como têm actuado, mas os moradores dizem que estes também só estão preocupados com as "mixas".
Dados em posse deste jornal, dão conta que muitas acções dos meliantes nos últimos dias, se realizam junto a Unidade de Reacção colocada na zona.
"O que a polícia está a fazer?, questionou um morador, acrescentando que a polícia não patrulha, e o SIC conhece muito bem os bandidos, mas “só fica a assistir o povo a sofrer com os assaltos”.
"Quando agarramos um bandido e levamos a esquadra, não demora, é logo é solto, queremos ajuda do governo, ou metem efectivos da polícia mais rigorosos", apelaram.











