Marginais ‘desafiam’ a polícia no Sambizanga e voltam a assaltar residências e transeuntes com arma de fogo
Os moradores do município do Sambizanga, bairro 12 de Julho, ruas do Poupalá e Camponês, reclamam que voltaram a ser vítimas constantes de assaltos em plena luz do dia e no calar da noite, o que traz de volta o sentimento de insegurança, e pedem as autoridades que redobrem o patrulhamento.
Por: Cambuta Vieira
De acordo com o Diapempe, morador do bairro há mais de 34 anos, parecia que o bairro estava calmo, “mas não, estavam a aguçar as armas para voltarem em grande", atirou.
Dona Conce, sem gravar entrevista, falou para este jornal que os marginais só não respeitam a polícia “porque eles têm muito vício no dinheiro, namoram com as jovens do bairro e bebem com os gatunos, por essa razão, vejam à polícia de bonecos”, reclamou.
Paulo salvador, de 40 anos de idade, vive na 12 de Julho, rua do Poupalá, explicou foi assaltado pelos amigos do alheio, num grupo composto por oito elementos, sendo que, seis deles estavam encapuzados, se encontravam no interior da sua casa, enquanto dois, sem máscaras, estavam na parte de fora.
Munidos com duas AKM e duas pistolas, por volta das 04 horas e 30 minutos de terça-feira, 13, os marginais arrombaram a porta de casa, e se introduziram no interior, onde permaneceram por mais de 30 minutos.
“Enquanto os marginais revistavam a casa com a minha esposa, eu estava deitado no chão, imobilizado, sob a mira de uma AKM com cano serrado… Eles arrombaram a porta de casa com pé de cabra e maceta, levaram cinco telemóveis, dois computadores portáteis, uma impressora, dois fios de ouro, uma mascote de ouro, duas motorizadas de duas rodas que estavam no quintal e 1 um milhão e duzentos mil kz", detlahou.
Disse que, na medida em que eles mexiam nos pertences, diziam "nós sabemos que vocês têm dinheiro aqui em casa, se não darem, nós vamos vos matar”, a mulher, com medo, começou a dar tudo.
"O meu sobrinho ligou para o 111, em função da ocorrência, foi sempre insistindo, mas foi atendido em tom arrogante.
Sem saber o que fazer, entregaram-se aos marginais, sendo que os agentes da PNA só apareceram por volta das 6 horas da manhã.
No passado sábado, 10, por volta das 14 horas, na rua do Camponês, dois elementos civis, trajados de t-shirt e calções, um deles munido de uma arma de fogo, do tipo pistola, introduziram-se no interior de uma cantina, que pertence a um cidadão de nacionalidade eritreia, onde levaram consigo o telemóvel digital do proprietário do estabelecimento.
A equipa deste jornal, identificou o marginal que recebeu o telemóvel, como o bandido Dailson, sendo um elemento altamente perigoso, envolvido em vários crimes de roubo, assaltos na via pública e em residências.











