Grupos de marginais "TD" e "CB" causam distúrbios no Kilamba Kiaxi: Moradores pedem intervenção urgente das autoridades policiais
Moradores dos bairros Malanjinho e Balumuca, localizados no Golf 1, município do Kilamba Kiaxi, mostram-se preocupados com o elevado nível de criminalidade, que ocorre tanto em plena luz do dia quanto durante a noite, e pedem, com urgência, a intervenção das autoridades policiais.
Por: Cambuta Vieira
Segundo os residentes, as ruas do Zecax, da Mutamba e dos Mandongos são as mais afectadas, com frequentes assaltos.
A rua da Mutamba tornou-se, inclusive, palco de constantes confrontos entre grupos de marginais identificados como "TD" e "CB", que actuam quase diariamente.
Os moradores clamam por acção do Comando Municipal da Polícia Nacional, uma vez que, segundo relatos, as esquadras da Sétima e da Fábrica, responsáveis por aquelas zonas, “têm feito dos meliantes seus clientes”, afirmou Menawala, um dos residentes.
“Não conseguimos entender. Os marginais são bem identificados, cometem crimes, as vítimas denunciam, mas, em menos de três dias, eles estão novamente em liberdade. Muitas vezes, somos obrigados a nos calar por medo de retaliação”, acrescentou.
Os meliantes, frequentemente sob efeito de álcool, liamba e diazepam substâncias adquiridas com facilidade dentro dos próprios bairros, andam armados com facas, catanas, cacos de garrafa e lâminas, impondo o terror à população, sob o olhar passivo das autoridades.
"No mês de abril, conseguimos deter um marginal portando uma AKM com o cano serrado, em plena luz do dia. Entregamo-lo à polícia, mas, em menos de três dias, voltou a circular livremente", relataram os moradores.
Essa situação coloca em risco não só a vida de quem enfrenta directamente os criminosos, mas também a dos residentes que denunciam as práticas ilícitas.
“Quando são libertos, eles dizem: Me lamberam, mas já saí. O papóite que se meter comigo vai me saber", espalhando o medo entre os moradores.
Após o consumo de substâncias psicotrópicas, os marginais deslocam-se até o mercado da Teixeira, onde vandalizam bancadas e saqueiam produtos das vendedoras, que muitas vezes são forçadas a fugir, perdendo seus meios de subsistência.
Segundo os moradores, tanto a esquadra da Fábrica quanto a da Sétima têm pleno conhecimento da situação.
“No Balumuca e no Malanjinho, a liamba é como ginguba: compra-se e fuma-se normalmente. A polícia nada faz. Quem sofre com isso é a população, que vive insegura”, desabafam os residentes.
Outro problema apontado são as casas abandonadas, que servem como esconderijo para os criminosos e locais onde partilham os bens roubados, agravando ainda mais o sentimento de insegurança.
Durante a reportagem, foi possível observar um jovem a fumar liamba junto à pracinha, localizada a poucos metros da esquadra da Fábrica.
Apesar de menos frequentes, os roubos a residências também preocupam os moradores. Os principais alvos são televisores plasma e garrafas de gás butano, produtos com grande procura no mercado paralelo.
Entre os nomes mais mencionados como pertencentes a marginais perigosos estão Denis Stampa, Macaquito, Eric Gamboa e Boyka, todos amplamente conhecidos na comunidade.











