Morreu jovem que foi queimado no Sambizanga por perder um par de ténis
Morreu, na tarde de domingo, 25, no hospital especializado Neves Bendinha, Márcio Tavares, de 23 anos de idade, residente na rua da Grécia, bairro 12 de Julho, município do Sambizanga, que foi queimado com gasolina pelo seu vizinho, Emílio, por ter perdido um par de tênis avaliado em 7 mil kwanzas.
Por: Cambuta Vieira
Após a equipa deste jornal ter noticiado o crime bárbaro que aconteceu no dia 20 do mês em curso, contra o jovem Marcelinho, que na data da reportagem encontrava-se em estado crítico na sala dos cuidados intensivos do hospital Neves Bendinha, o inesperado acabou por acontecer.
Contou a mãe do malogrado que na tarde de sexta-feira, a vítima reagiu positivamente, apesar de que estava a queixar-se de fortes dores e tremura, mas falou a mãe que o médico disse que não sofria de tensão, nem febre, a sua cara apresentava-se muito bem e que tinha boa pele, apesar do ocorrido.
No sábado, explicaram, a prima do malogrado, Crispim, quando foi visitar o primo procurou saber junto dos médicos como estava a evolução do mesmo, e lhe informada que o estado dele era crítico, e que tinham que orar para sair daquela situação.
" Na manhã de domingo, o meu irmão foi lhe visitar, mas encontrou-o com sondas no nariz, dando sinal que alguma coisa não estava boa, mas foi possível conversar com o tio, na medida que conversava foi comendo", detalhou.
Na tarde de domingo, explicou com a mãe, por volta das 16 horas, ela e a dona Aida, mãe do acusado, foram visitar o jovem.
"Disseram-nos para aguardar, enquanto que os outros visitavam os seus familiares, depois de alguns minutos, fomos chamados até um gabinete onde nós informaram que o menino acabou por morrer às 16 horas", lamentou.
Depois da notícia, a mãe do acusado meteu a mão na cabeçae pôs em fuga.
O pai do acusado, na manhã de segunda-feira, foi ao encontro da família da vítima, na Nona Esquadra e, junto do comandante Cadete, prontificou-se em assumir o óbito, tendo dado 50 mil kz para as despesas.
A família do malogrado contou para este jornal que o pai é um efectivo da polícia, manteve contacto com o homicida via telemóvel, pedindo que o mesmo se entregasse, mas este disse que iria pensar, se vai se entregar ou não.
A família da vítima questiona, o porquê que a mãe do homicída, dona Aida, que supostamente ajudou a amarrar a vítima, presenciou o filho a pôr fogo, não ficou detida.











