Elevado índice de delinquência preocupa moradores da Centralidade da Quilemba no Lubango
O aumento significativo dos índices de delinquência na Centralidade da Quilemba, localizada no município do Lubango, província da Huíla, tem gerado crescente preocupação entre os residentes, que apelam por uma intervenção urgente das autoridades policiais.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Em declarações ao Na Mira do Crime, os moradores explicaram que os crimes ocorrem tanto durante o dia quanto no período nocturno, o que evidencia a gravidade da situação.
Segundo Manuel João Baptista, residente na localidade, o efectivo da 9.ª Esquadra da Polícia Nacional é insuficiente, bem como os meios de transporte disponíveis, o que compromete a capacidade de resposta às necessidades de segurança da população.
“Apelamos à melhoria deste quadro em prol do bem-estar dos cidadãos”, referiu Baptista.
Os habitantes solicitam o reforço das rondas policiais, especialmente durante a noite, período considerado mais crítico devido à limitada visibilidade.
“Vivemos momentos difíceis, a nossa circulação está extremamente condicionada pela constante presença de marginais, o que compromete o clima de segurança. Ao sair, permanecemos em permanente estado de alerta, sem garantias de que regressaremos em segurança às nossas residências”, desabafou.
Outro morador, Antônio Dias, reiterou a urgência na alteração deste cenário que afecta negativamente o quotidiano das famílias da Centralidade da Quilemba. Apesar dos esforços da Polícia Nacional, ele afirma que houve uma redução visível das acções de patrulhamento no interior da localidade.
O Na Mira do Crime apurou, com base em diversas denúncias, que o índice de criminalidade é elevado em toda a província da Huíla.
Em entrevista ao referido órgão de comunicação social, o comandante provincial da Polícia Nacional na Huíla, comissário Divaldo Júlio Martins, afirmou que, segundo os dados estatísticos disponíveis, a situação da segurança pública apresenta sinais de estabilidade, embora as preocupações da população sejam legítimas.
“Independentemente das estatísticas, consideramos válidas as reclamações dos cidadãos. Por esse motivo, temos intensificado as operações de reforço do policiamento na Centralidade da Quilemba, nos próximos tempos, serão alocadas duas viaturas, actualmente em processo de recuperação, para reforçar a segurança naquela zona. A segurança absoluta não existe, mas o nosso objectivo é garantir um equilíbrio que permita às pessoas exercerem livremente as suas actividades”, declarou.
O comissário sublinhou que o efectivo da corporação na província da Huíla permanece aquém do necessário, e que há também limitações em termos de meios de transporte. Ainda assim, enfatizou a necessidade de optimizar os recursos existentes.
“Actualmente, contamos com 240 elementos em formação, oriundos das Forças Armadas Angolanas, que deverão concluir a formação entre os meses de agosto e Setembro. Estes serão destacados para nove dos novos municípios, no âmbito da nova divisão político-administrativa. Mesmo assim, o número ainda é insuficiente, o que nos obriga a estabelecer prioridades.”
Por fim, Divaldo Martins salientou que a segurança pública é uma responsabilidade colectiva, não devendo recair exclusivamente sobre a Polícia Nacional.
“Os crimes contra a propriedade, nomeadamente roubos e furtos, são os mais frequentes, e é nesse domínio que temos concentrado os nossos esforços. O que mais nos preocupa, no entanto, são os crimes que resultam na perda de vidas humanas", conclui.











