Líder do grupo "A Colômbia" "Pidimuá" atormenta moradores do Hoji-ya-Henda
Os moradores do bairro da Noção, município do Hoji-ya-Henda, pedem as autoridades policiais no sentido de pôr termo a onda de assaltos desenvolvidas por um indivíduo identificado por "Pidimuá", que tem realizado assaltos na via pública e em residências, tanto de noite como à luz do dia.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os moradores apontam o dedo acusador ao marginal "Pidimuá", também conhecido nas lides criminais por "Piloto", com várias passagens pela polícia.
Uma moradora da rua do Boca Azul, em declaração ao Na Mira do Crime, avançou que o acusado pratica as suas acções com pessoas que ele recruta de outros bairros, e se juntam ao grupo "A Colômbia".
"Ele troca sempre de bairro, as vezes está no São Pedro da Barra, outras vezes na Samba ou aqui, tem familiares nestes bairros, rouba com o grupo, que são maioritariamente jovens da cabina da lixeira, na Baixa Nocal", contou a moradora.
A nossa entrevistada acrescentou ainda que o marginal chega a usar arma de fogo durante as suas acções criminais.
"A pistola que ele usa pertence ao Maninho Jacob, a polícia da Baixa da Nocal conhece bem o Piloto. Sempre que é levado, em pouco tempo é solto ele gaba-se de ter feitiço de soltura", sublinhou.
No mês de Maio, por exemplo, "foi levado pela polícia e o bairro festejou, nem sequer passou um dia e ele já estava na rua a gabar -se que ninguém é capaz de o manter na cadeia", acrescentou uma comerciante do mercado dos Kwanzas.
O grupo tem como preferência as ruas com maior frequência de comerciantes, sobretudo a rua da Nocal, rua da entrada do Boca Azul, entrada da rua da Baixa da Nocal, com três becos, que dão acesso a rua dos Cafurutos; o beco da Suculenta e a entrada da rua dos Bulas.
"São muitas as ruas que ele e os seus seguidores fazem posto para roubar, mas por causa das pessoas que vão aos armazéns do Hoji-Ya-Henda, por vezes ficam na rua da Só Pão e no Tira Pistola", mencionou.
Um jovem residente no bairro dos Ossos, revelou a nossa reportagem que conhece bem o indivíduo, uma vez que, no passado, fazia parte do grupo "Os 45 da Nocal", já extinto, que se envolviam em lutas de grupos, roubos, assaltos na via pública e em residências.
"Crescemos todos juntos, mas mudamos de vida, só mesmo ele é que não quer parar e começar a trabalhar, e o mais agravante é que tornou-se ainda mais perigoso", alertou.
Contactada uma fonte do Comando Municipal do Hoji-Ya-Henda, disse não ser da polícia a obrigação de manter as pessoas nas celas, a polícia apenas faz o seu trabalho, que é manter a paz, a ordem e a tranquilidade no seio dos citadinos.
"Mas, após deter quem esteja em conflito com à Lei, é encaminhado aos outros Órgãos de Direito afins, que aplicam as devidas medidas", explicou.











