População alerta para aumento da criminalidade no Grafanil Bar em Viana e rua da Vaidade no Cazenga
Cidadãos têm manifestado forte inquietação nos últimos meses, devido ao crescente nível de criminalidade que se regista no bairro Minada, localizado na zona do Grafanil Bar e outros pontos do município do Cazenga.
Por: António Sebastião Francisco e Joelson Jorge (estagiários)
De acordo com relatos de moradores, o aumento da violência tem gerado um clima de insegurança generalizada, sobretudo no que diz respeito à protecção de crianças e adolescentes.
Os populares sublinham que, actualmente, os jovens já não se sentem seguros nem para se deslocar à escola, devido às recorrentes ameaças de assaltos e outros crimes violentos.
Na semana passada, uma jovem identificada apenas como Ivana foi vítima de um assalto, por volta das 20horas, quando regressava da escola.
O crime, referiram os moradores, foi perpetrado por um indivíduo ainda não identificado.
A jovem encontrava-se sozinha quando foi surpreendida por um criminoso, que a ameaçou e lhe retirou os pertences.
O bairro Minada, segundo os próprios moradores, é designado assim justamente pela presença constante de indivíduos ligados à criminalidade.
A expressão local “ali é minado” é utilizada para descrever o controlo territorial exercido por elementos considerados perigosos.
A situação, realçou um residente, tem alterado drasticamente a rotina das famílias, que apelam por maior iluminação pública e por programas sociais que ofereçam oportunidades concretas de ocupação juvenil.
A população exige uma resposta urgente por parte das autoridades policiais, com medidas eficazes e duradouras, para restaurar a paz e a ordem pública naquela comunidade.
Em paralelo, no Km-9-A do Grafanil Bar, município de Viana, moradores denunciam a actuação de um grupo criminoso conhecido como “Comboio de Guerra”, que tem realizado assaltos à mão armada na paragem do Bar, Bela Vista e nas ruas adjacentes, como as da Antena e do Bom Deus.
Segundo testemunhos recolhidos no local, o grupo foi fundado entre os anos de 2011 e 2012, sendo liderado inicialmente por elementos identificados como “Chuqui” e “Neni Py”, actualmente presos.
No entanto, esclareceram os residentes, alguns membros, ainda em liberdade, continuam na actividade criminosa, alegando que a detenção dos líderes foi injusta, o que motivou a “resistência” e continuidade do grupo.
Actualmente, os assaltos são comandados por indivíduos conhecidos como “Lázaro”, “Da Mana Mena” e “Júnior”.
Estes, destacaram os moradores, actuam com recurso a armas de fogo, invadem residências, praticam violações e cometem homicídios.
Ainda segundo explicação, as vendedeiras que exercem actividade comercial na paragem do bar, são obrigadas a pagar uma “taxa diária” ao grupo para garantirem a sua segurança.
Caso contrário, advertiram os populares, são frequentemente alvo de assaltos e intimidações.
Cazenga Na Mira do Crime
A Rua da Vaidade, localizada no município do Cazenga, em Luanda, tem sido palco de episódios sucessivos de violência, protagonizados por um grupo juvenil autodenominado “Colômbia”.
Entre os seus membros, destaca-se um jovem conhecido como Riquinho, também chamado por alguns de “Famoso da Roupa” ou “Deus da Guerra”, apontado como figura central nos actos de intimidação.
Moradores da zona dão conta de confrontos constantes entre grupos rivais, uso de armas brancas e até disparos de armas de fogo.
“Já vi o Riquinho com uma faca na mão, a assaltar um rapaz aqui em frente à minha casa”, contou um morador, visivelmente alarmado.
O clima de medo não se limita à Rua da Vaidade. Residentes de bairros vizinhos também têm evitado sair à rua após o anoitecer, afirmaram.
“Eles andam em grupo, fazem muita confusão e causam estragos pelo bairro. A polícia prende, mas no dia seguinte já estão soltos, e tudo volta ao mesmo”, lamentou um cidadão.
De acordo com informações recolhidas junto da comunidade, no mês passado, Riquinho terá sido baleado durante um confronto com a polícia, mas conseguiu fugir.
Desde então, nunca mais foi visto. Algumas pessoas afirmaram tê-lo visto nas proximidades, mas não há confirmação sobre o seu paradeiro.
Até ao momento, as autoridades não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. Apesar de alguns períodos de aparente tranquilidade, o grupo “Colômbia” permanece activo, e os actos de violência continuam.
A população exige uma acção mais contundente por parte das forças da ordem, temendo que a situação possa escapar completamente ao controlo.











