Aborto clandestino causa morte a menor de 14 anos
Com três meses de gestação, a adolescente foi submetida a uma curetagem (procedimento cirúrgico para limpeza de material placentário do útero), presumivelmente, realizada em condições técnicas e sanitárias impróprias e sem os devidos equipamentos médicos.
A jovem rapariga, que teve hemorragia forte, foi assistida no mesmo posto médico, mas acabou por morrer no local.
Em declarações à ANGOP, o porta-voz do Comando Provincial do Zaire da Polícia Nacional, inspector-chefe Luís Bernardo, disse que o aborto foi efectuado por um suposto enfermeiro, de 45 anos de idade, que já se encontra a contas com a justiça.
Este é o primeiro caso de morte por aborto provocado que as autoridades policiais registam no município do Tomboco, desde o princípio deste ano.
A vila do Tomboco dista a 150 quilómetros da cidade de Mbanza Kongo.
Riscos do aborto clandestino
Segundo especialistas em ginecologia e obstetrícia, infecções e complicações que levam à extracção do útero (histerectomia) ou mesmo à morte são, entre outros, os vários riscos de um aborto clandestino, realizado em condições precárias, em regra geral.
O aborto voluntário, sobretudo o clandestino, pode causar ainda infertilidade feminina, por ser realizado em locais impróprios e sem os devidos equipamentos médicos.
O novo Código Penal angolano, aprovado pela Assembleia Nacional (2019), criminaliza o aborto, com algumas excepções relacionadas com a vida da mulher grávida que se sobrepõe a do feto em formação.











