“Os Wowo”, “Os da Criminal”, “Os do B”, “Os Papa”, “Lenda C”, e “O Povo Louco” – Rixas e assaltos à mão armada aterrorizam munícipes do Calumbo
O bairro Cajueiro, Sector 1, localizado no município de Calumbo, conta com mais de 6 mil habitantes, provenientes maioritariamente do bairro Iraque. Aos poucos, o fluxo populacional vai fazendo morada, mas as rixas entre gangues rivais bem como assaltos à mão armada já fazem parte do dia-a-dia da circunscrição para o desagrado dos moradores.
Por: Solange Figueira
Moradores alegam que os grupos que actuam na zona estão devidamente identificados: “Os Wowo”, “Os da Criminal”, “Os do B”, “Os Papa”, “Lenda C”, e “O Povo Louco”. A maioria dos grupos tem o seu território bem definido, tornando quase impossível circular nos territórios de outrem, sob pena de desencadear rixas que não têm hora para cessar.
Quando alguém viola o território alheio, isso significará imediatamente início de uma guerra, onde são usados meios como: pedras, catanas, blocos, facas e outros objectos contundentes. Por causa das constantes rixas, alguns moradores optaram por abandonar o bairro.
Senhor José, um morador, diz estar farto da criminalidade, clama por socorro. Ele conta que, por causa das lutas, vários moradores foram feridos. “Não estamos a aguentar mais com os assaltos em nossas casas e nas ruas. Sofremos muito, porque os meliantes, os gatunos, quando fazem confusão na rua, acabam por vandalizar as nossas residências, batem nos portões com catanas ou facas, sobem nos telhados, arrancam as chapas, atiram garrafas dentro dos quintais. Temos que ficar trancados em casa”, descreveu.
Segundo Dona Domingas, o bairro não tem uma Esquadra Policial e dependem da Esquadra do Capapinha, que não faz nada para prender os marginais. “Vivemos em perigo, com medo constante; todos os dias, os gatunos assaltam uma casa e roubam na via pública. As lutas ocorrem 3 a 4 vezes por semana e demoram entre 4 e 5 horas”, informa.
Relatam ainda que quando mandam os seus filhos para a praça, os marginais recebem o dinheiro. As denúncias que têm feito à polícia poucas vezes produzem resultados plausíveis. “O comandante da Esquadra do Capapinha não nos atende. Sempre que vamos para a esquadra para fazer participação, ele manda dizer que está ocupado”, acusam, salientando que quando a população reclama, ele ameaça-a com dizeres segundo os quais ele é do Ministério do Interior e ninguém deve brincar com ele.
O Coordenador do Bairro diz que trabalha em conjunto com a polícia do Capapinha e está sempre disposto a ajudar. "Precisamos de muitas coisas no bairro, porém a criminalidade, neste momento, é um caso urgente que tem de se resolver, por causa da instabilidade e do medo que os marginais causam na comunidade",
A nossa equipa de reportagem entrou em contacto, por via telefónica, com o Comandante Emiliano, que nega as acusações dos moradores, assegurando que sempre deu respostas. “Nunca ameacei nenhum morador, isso é mentira”, asseverou, precisando que tem conhecimento do aumento da criminalidade no bairro Cajueiro, e confirmou que o coordenador “está sempre disposto em trabalhar connosco, a fim de nos manter a par da situação que nós sempre resolvemos"











