Marginais altamente perigosos e armados: "Denis Stampa" "Macaquito", "Eric Gamboa", "Boyka", "Toy", "Nelson" e o "Mulato" desafiam autoridades policiais no Kilamba Kiaxi
A população dos bairros Malanjinho e Balumuca, localizados no distrito urbano do Golf 1, município do Kilamba Kiaxi, está preocupada com o elevado índice de delinquência, protagonizado por marginais que actuam tanto durante o dia quanto à noite. Os moradores clamam por intervenção urgente dos efectivos do comando municipal da Polícia Nacional.
Por: Cambuta Vieira
Após este jornal ter noticiado, no pretérito mês de Maio a existência de grupos de marginais que atormentam os residentes daquela circunscrição, voltámos a ser accionados pelos moradores, que dizem estar agastados com os constantes assaltos em plena via pública e a falta de Actividade da Polícia local.
Os residentes afirmam não saber mais o que fazer, alegando que as esquadras dos Correios, vulgo “Sétima”, e do bairro Malanjinho, que também atende o Balumuca (localizado nas imediações da Fábrica), são coniventes com os marginais.
Paulo, morador do bairro, contou que, no mês de Abril, apanharam um marginal munido de uma AKM de cano serrado, e o conduziram de imediato até à esquadra do bairro Malanjinho. Porém, segundo ele, em menos de uma semana o meliante foi colocado em liberdade.
“Temos medo de denunciar, porque sabemos que não vai dar em nada, nessas esquadras, o que fala é o dinheiro. Para piorar, alguns polícias têm relações amorosas com familiares dos próprios meliantes”, denunciou.
De acordo com os moradores, os delinquentes fazem uso de álcool, liamba e diazepam.
Alegam ainda que a polícia conhece os locais de venda da liamba, mas evita intervir, pois, segundo eles, recebe comissões das vendedoras.
Guinalda, vendedeira no mercado da Teixeira e moradora do bairro há mais de 30 anos, contou à nossa reportagem que conhece bem os meliantes que roubam os seus bens, e sabem quem vende a liamba, mas não podem falar, senão, logo os marginais vêm visitar.
Na tarde de sexta-feira última, contam, uma jovem foi assaltada no interior do bairro, os marginais levaram a sua pasta, que continha dinheiro e um telemóvel digital.
"Os marginais aqui não assaltam casas; eles ficam na via pública a roubar os transeuntes", disse uma moradora.
No sábado, dia 21, por volta das 15h, o marginal conhecido por Toy, com recurso a um objecto contundente, agrediu fisicamente um idoso identificado apenas como “Avô Mingo”, vendedor de sacos no mercado da Teixeira.
“Ele me pediu 200 kwanzas para comprar liamba. Eu recusei e ele me feriu com um martelo no rosto”, relatou o idoso.
Toy, visivelmente embriagado, disse ter consumido cigarros, liamba e uma garrafa da bebida alcoólica conhecida por Chefe Grande.
Questionado sobre a origem da liamba, afirmou que o seu comparsa, identificado como Nelson, é quem conhece o local e o nome do fornecedor do estupefaciente.
Durante a reportagem, foi possível constatar um jovem a enrolar liamba no papel, preparando-se para fumar.
Os nomes mais citados pelos moradores como integrantes dos grupos que aterrorizam os bairros Malanjinho e Balumuca são: Denis Stampa, Macaquito, Eric Gamboa, Boyka, Toy, Nelson e o Mulato, (este último com deficiência nos olhos).
Segundo os relatos, esses marginais, após consumirem álcool e drogas, armados com AKM de cano serrado, facas, lâminas, paus e cacos de garrafa, espalham o terror entre os transeuntes, tudo isso sob o olhar impávido das autoridades policiais.
A equipa deste jornal contactou, via telefone, o porta-voz da Polícia em Luanda, superintendente-chefe Nestor Goubel, que garantiu pronunciar-se nos próximos dias.











