Acção dos "encapuzados" baixou significativamente a onda de assaltos no Cazenga, mas existem alguns altamente perigosos que desafiam as autoridades, diz a população
O município do Cazenga esteve durante os últimos dias indicado como uma das zonas com maior ocorrência de actos criminais na capital do pais. Perante o facto, o Na Mira do Crime esteve em alguns locais daquela circunscrição do Cazenga, onde registou uma certa calmia no que concerne à criminalidade.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A nossa reportagem deslocou-se às zonas do Malueca, Canginje, Marco Histórico e Curtume para junto dos moradores aferir o nível de segurança pública.
Manuel, que exerce a actividade de moto-taxista na zona do Tanque do Cazenga, avançou que há uma certa calmia no que se refere a criminalidade no Cazenga.
"Os crimes diminuíram muito, não posso dizer que não temos casos, mas as zonas que mais metiam medo, já não se ouve falar tanto de crimes violentos", afirmou.
No NZamba - 1, os moradores disseram que há uma certa diminuição de crimes, sobretudo assaltos e roubos na via pública e em residências, tal como avançou uma funcionária de um estabelecimento comercial.
"Apenas tivemos uma intensa luta de grupos de jovens que saem do Patrício para atacar os do NZamba-1, de resto são ataques que acontecem uma vez a outra", explicou.
"Os bandidos mais perigosos fugiram do bairro por causa de muitos jovens que foram mortos em algumas ruas, mas ouve-se que o Basculete, o Marrom e o Loquita continuam a roubar no Nzamba-1", alertou.
Foi na Sexta Avenida, concretamente na zona do Asa Branca, que a reportagem do Na Mira do Crime ouviu o grito de socorro dos moradores.
De acordo com os munícipes, a crescente onda de crimes de assaltos na via pública, em residências e estabelecimentos comerciais têm sido os mais notáveis.
"É bastante preocupante o elevado nível de assaltos na zona, os marginais assaltam as pessoas na rua em plena luz do dia, não só, as cantinas e as residências também tem sido alvos", contou um dos comerciante de inertes na rua do antigo Hospital do Asa Branca.
Os moradores associam a venda e o alto nível de consumo de estupefacientes como potências impulsionadores dos actos ilícitos.
"Aqui a droga é vendida em plena luz do dia, e somos assolados por vários grupos de marginais", desabafou um dos moradores.
"Os PC é o grupo que mais vende droga", denunciou um morador.
Já o grupo ''Os Popólas'', liderado pelo bandido "Mingo Bill" e os seus comparsas "Laranjinha", "Toi Pica", "Bruno Leva", "R-Marca", "Dagodé", "Mimado", "Pé de Bruxo" são tidos como os mais perigosos da zona.
O grupo "Os Mavingui", liderado pelo marginal identificado por ''Moises'' e o '' "Do Mali'' , são responsáveis pelos assaltos na zona do antigo Centro de Saúde do Asa Branca e arredores.
Por sua vez, ''Os Mimados", comandado pelos criminosos "Manucho", "Manuchada", "Massa Picante", "Ti Lolado" e o "Mano D", lideram os assalto em estabelecimentos comerciais.
"De manhã actuam a partir das 4/5 horas, por ser a hora em que muitos se dirigem ao mercado ou aos seus locais de trabalho. Quando assim não é, assaltam cantinas, não só, também comercializam liamba", revelou um dos moradores da zona da TCUL.
Relatos fazem fé que os meliantes identificados apenas por "Laranjinha", "Grau-Porra", "Skele", "Toi Pica", "Mingo Bil", "Dig Dig" e o "Bruno Leva", são reincidentes e com várias passagens pela polícia e Comarca de Viana.
"A maioria já cumpriu pena de 2/6 anos de cadeia, alguns foram soltos há pouco menos de dois meses, por exemplo, o Mingo Bill, Dig, Dig, o K-Show e o Bruno Leva, no passado mês de Maio assaltaram a Igreja Evangélica Batista em Angola (IEBA), onde roubaram várias coisas, tais como plasmas e outros artigos", mencionou.
Acrescentou que, após o assalto à IEBA, os marginais fugiram do bairro. "O Mingo Bill foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), do Antenove, o caso dele estava com o chefe Barros. Uma semanas depois foi solto e, por raiva, intensificou os roubos na zona do mercado do Asa Branca, dificilmente fica detido por muito tempo porque a mãe faz de tudo para ser solto", denunciaram os moradores.
De acordo com os moradores, o De Cubá, o Bangaló o K-Show e o R - Marca são os marginais que dificilmente são detidos, sempre que cometerem crimes fogem e posteriormente reaparecem no bairro.
O Tio Pica, um dos altamente perigoso, cumpriu sete anos de prisão, acusado no crime de assaltado a mão armada.
"O Skel chegou a cumprir dois anos de prisão por ter assaltado uma residência onde decorria um óbito, em companhia do Laranjinha, que também ficou preso durante dois anos", disse uma jovem da rua do Centro de Formação do Cazenga.
Acrescentou que o Laranjinha encontra-se em liberdade há pouco tempo, por ter beneficiado do Indulto presidencial.
Quanto ao Bruno Leva, rotulado como altamente perigoso, a jovem disse ser um bandido bastante conhecido na Esquadra do Antenove, pelo facto de, sempre que é detido, em pouco tempo é visto pelas ruas.











