"Os Angola", "Os alemães" e "Fodelhão" - Grupos de marginais tomam de assalto bairro dos Ossos no Hoji-ya-Henda
Moradores do bairro dos Ossos, localizado no município do Hoji-ya-Henda, em Luanda, manifestam-se preocupados com o elevado nível de criminalidade naquela municipalidade, que de certa forma tem condicionado a livre circulação das pessoas.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os moradores apontam a rua do Kimbango, rua do Hospital da Ana Paula e a rua da Esquadra queimada como os principais pontos de insegurança.
Um dos moradores da rua do Kimbango, que falou sob anonimato, explicou que nos últimos dias o bairro tem sido alvo de assaltos na via pública e em residências, assim como tem ressurgido as famosas lutas entre grupos rivais.
" A partir das 20 horas ninguém fica na rua devido as lutas entre grupos, no sábado, dia 05, por exemplo, um dos integrantes do grupo Os Angolanos, da rua da Ana Paula, foi morto a pedradas pelos Alemães, então eles têm criado vandalismo", contou o nosso entrevistado.
Manuel, residente na rua do Kimbango, avançou que os referidos grupos são rivais e os mais perigosos da zona.
"Eles também assaltam residências, no mês de Junho, os bandidos arrombaram a porta da minha casa e entraram com catanas, paus e ferros, levaram a botija de gás, a Tv Plasma, telefones e outros bens, na verdade o bairro não está bom, a quem prefere arrendar uma casa noutra área", disse.
Um outro morador que também disse ter sido vitima de assalto em sua residência, adiantou que a falta de policiamento tem contribuído para o aumento da criminalidade na zona.
"Já não podemos andar a vontade, cada um espera o dia de ser assaltado, tudo porque não temos uma Esquadra policial e a polícia da Petrangol não passa por aqui", reclamou.
Acrescentou que a antiga Esquadra terá sido destruída pelos moradores depois de um efectivo da polícia ter disparado mortalmente contra um cidadão inocente.
"Faz tempo que não temos uma Esquadra, a população queimou a Esquadra porque um agente da polícia matou alguém e, desde aquela momento dependemos da Petrangol e fica muito distante do nosso bairro", explicou.
Diante dessa situação, em grito de socorro, os moradores pedem que seja reforçado as acções policias na zona, no sentido de devolver a paz, a ordem e a tranquilidade no bairro.
"Precisamos de policiamento no bairro, estamos a viver um inferno nos últimos dias, não se pode andar à vontade porque podes cair numa emboscada, será que não conseguem colocar uma Esquadra da polícia neste bairro", questionou um morador da rua do Hospital municipal.











