Sem transporte no Lubango – Polícia "deixa" marginais circularem no birro Tchioco
Aumenta diariamente o nível de delinquência no bairro do Tchioco, na cidade do Lubango, província da Huíla. Os efectivos da Polícia Nacional têm enfrentado dificuldades para dar resposta às ocorrências devido à falta de meios de transporte, segundo a coordenadora da zona 02, Lurdes António Tchipiaca.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
A responsável disse que a criminalidade na zona atingiu um nível alarmante, ao ponto de não se conseguir dormir tranquilamente.
"Diariamente, somos atacados nas nossas residências e, por vezes, os meliantes aparecem durante a noite, fingindo ser efectivos da Polícia Nacional, alegando que estão à procura de consumidores de liamba”, explicou.
Destacou ainda o caso de uma vizinha que, há dias, terá sido morta por marginais. Segundo ela, apesar da existência de um posto policial no bairro e de um número razoável de efectivos, a principal dificuldade é a falta de transporte para permitir a pronta actuação dos agentes.
“Pedimos encarecidamente ao comandante provincial da Polícia Nacional, comandante Divaldo Júlio Martins, que aloque viaturas para o destacamento do Tchioco. Sem transporte, os efectivos não conseguem fazer nada”, apelou.
Disse ainda que, em muitas situações, quando é feita uma chamada à polícia, os agentes atendem, mas chegam sempre atrasados. "As acções criminosas ocorrem, na sua maioria, entre as 23 e 4 horas da manhã", afirmam.
Durante os assaltos às residências, os criminosos levam botijas de gás butano, televisores do tipo plasma e outros bens encontrados no interior das casas.
“Conheço alguns marginais. Já tentamos denuncia-los à polícia, mas quando as progenitoras deles tomam conhecimento, fazem escândalo, alegando que estamos a queixar os seus filhos", revela.
A coordenadora refere que alguns actuam com armas de brinquedo, outros com armas brancas.
"Já o morador Domingos Pedro lamenta os constantes assaltos que têm ocorrido na área e pede mais policiamento, de modo a garantir maior segurança à população. "Há dias, invadiram a minha casa logo pela manhã. Só percebi quando vi a porta aberta. Os marginais levaram duas botijas, três telefones, entre outros haveres", denunciou.











