Lubango: Moto-taxistas agastados com o elevado índice de roubo de motorizadas à mão armada no bairro Tchioco
Moto-taxistas do bairro Tchioco, no Lubango, província da Huíla, mostram-se agastados com o elevado número de roubos de motorizadas à mão armada, tanto em plena luz do dia como durante o período noturno.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Em denúncia apresentada ao programa “Na Mira do Crime”, os moto-taxistas lamentaram a morte de um colega, vítima de marginais ainda não identificados, que o espancaram até à morte e levaram a sua motorizada no mês passado.
Os profissionais acusam a Polícia Nacional de “manter silêncio” sobre o caso, o que tem gerado revolta e sentimento de insegurança entre os trabalhadores do setor.
Fernando José, um dos moto-taxistas, realçou o aumento preocupante dos níveis de delinquência e defendeu uma actuação mais rigorosa por parte das autoridades policiais.
“É urgente que a Polícia intensifique a fiscalização no bairro, com rondas nos dois períodos do dia, para reduzir práticas criminosas como o roubo de motorizadas, assaltos a residências e na via pública”, sublinhou.
De acordo com Fernando José, “a criminalidade, nos últimos dias, aumentou significativamente”, situação que, segundo ele, pode estar associada à falta de emprego para os jovens e ao elevado custo de vida.
“Isso também nos preocupa, tendo em conta os constantes assaltos e roubos. Por isso, acreditamos que a Polícia deve redobrar a sua actuação para garantir a paz e a tranquilidade no seio dos moradores”, defendeu o cidadão.
O moto-taxista esclareceu ainda que muitos dos assaltantes são menores de idade, o que levanta suspeitas mais profundas.
“Aonde esses menores conseguem armas de fogo? E o mais estranho, são armas novas, diferentes das que já vimos. Será que existe algum tipo de conivência com efectivos da Polícia Nacional?”, questionou.
Faustino Boano Jamba, outro moto-taxista, denunciou que vários colegas têm sido assassinados por indivíduos que se fazem passar por passageiros.
Eles pedem para ser transportados, posto num local isolado, ao chegar lá, surge um comparsa. É nesse momento que somos assaltados, essa prática tem sido frequente e exige a máxima atenção por parte das autoridades”, frisou.
Faustino referiu ainda uma preocupação partilhada por outros colegas de profissão,
“Na maioria das vezes, o assaltante é um menor de idade, entre os 14 e 16 anos. Quando tentamos reagir, eles sacam a arma de fogo, e somos obrigados a render-nos, com medo de perder a vida.
A Polícia precisa dar uma resposta, porque o que está a acontecer no bairro Tchioco é grave e já ultrapassou todos os limites”, concluiu.
O comandante da Polícia Nacional no Lubango, superintendente-chefe Amadeu Ferreira, disse que os moto-taxistas devem contactá-lo para mais detalhes sobre a morte do seu colega.











