"Os Camada Pi", "Os UD", “Os Pica na Dibó", "Ufb", “os Aputarado", “Os Pé-de-Cabra”- Grupos de marginais instalam desordem e insegurança no Camama
Moradores dos bairros Dangereux e Mbondo Chapé, no município da Camama, em Luanda, queixam-se da onda de criminalidade acentuada, com destaque aos assaltos na via pública e em residências com recursos de armas de fogo. As lutas entre de gangues, preenchem o quadro sombrio. O fraco patrulhamento pela polícia é apontado como mola impulsionadora da criminalidade naquela circunscrição, cujos habitantes já lançaram o grito de socorro
Por: Kihunga Bessa
Depois de várias denúncias, na manhã desta quinta-feira, 14, o Na Mira do Crime deslocou-se até àqueles bairros, onde trabalhou cerca de quatro horas e ouviu atenciosamente o clamor dos moradores que falaram sobre o clima de insegurança que os aflige.
Segundo os cidadãos Nelson Domingos, Maria dos Santos, Henriques Baptista e Susana Alfredo, moradores há mais de 10 anos nos referidos bairros, os marginais assaltam e fazem tudo ao seu bel-prazer, sobretudo nas zonas onde não se nota qualquer presença da polícia.
As ruas do Russo, junto ao Parte-Braço, da Paula (junto ao colégio São Domingos), da Banixa, País Pequeno, do Muxacheiro que liga à casa 80, das Manas junto à esquadra, a zona do Camorteiro, Imbondeiro Fininho, 3 Imbondeiros, são tidas como as mais perigosas, onde os meliantes efectuam as suas acções delituosas a qualquer hora.
Durante a reportagem, a nossa equipa esteve na rua da casa 80 e flagrou alguns marginais considerados altamente perigosos nomeadamente "Alisboy", "De Kicá", "Peixe Espada", e Kincobel, a invadir um camião em andamento que transportava grades de cerveja para um estabelecimento comercial, tendo estes conseguido subtrair uma grade.
Foi de igual modo possível identificar os nomes de alguns grupos de marginais que actuam naquelas zonas com maior frequência, nomeadamente a "Os Camada Pi", "Os UD", “Os Pica na Dibó", "Ufb", “os Aputarado", “Os Pé-de-Cabra”.
"Aqui, basta ficares apenas 30 minutos para veres o que acontece. Pode-se se ver tudo, menos a presença da polícia”, disse um morador que explicou que, várias vezes, os moradores arranjam formas de se defender.











